Esta review foi enviada pelo leitor Felipe Augusto Oliveira Menezes para o 1º Concurso de Reviews do Planeta Gamer.

Nier Gestalt

Dados Gerais

Nome: Nier Gestalt.
Desenvolvedora: Cavia.
Distribuidora: Square Enix.
Ano: 2010.
Plataforma: Xbox 360.
Gênero: RPG/ação.
Modo: Single Player
Site oficial (USA): http://na.niergame.com/#/us/home/

Nier

Enredo

A premissa é simples: Nier, protetor da vila onde mora, é pai solteiro e vive com sua filha, Yonah. Um dia, uma doença terminal a atinge e seu pai começa a procura da cura da doença, que descobre chamar Black Scrawl mais tarde. Pelo caminho Nier conta com a ajuda de Grimoire Weiss, Kainé e Emil. Conta também com a ajuda de Popola e Devola, cidadãs da vila onde vive que eventualmente lhe passam informações.

Personagens


Nier
Nome oficial do protagonista, cujo jogador controla. Nessa versão do jogo, Nier é um forte guerreiro e pai protetor tentando salva sua filha, Yonah. No Nier Replicant, é irmão de Yonah e é mais jovem e esguio. O nome dele pode ser escolhido no começo do jogo.

Kainé
Kainé é, aparentemente, uma mulher. “Ela” é rude e violenta, e teve uma infância difícil, vivendo somente com sua avó, pois seus pais morreram. Segundo os desenvolvedores, Kainé é, na verdade, uma hermafrodita. Sim, pasmem.

Grimoire Weiss
Grimório mágico e antigo, sábio e sabichão que concede poderes mágicos (words na linguagem do jogo) ao Nier após ser libertado por ele.

No. 7
No. 7 é um poderoso (e estranho) feiticeiro que acompanha Nier a partir da segunda parte do jogo.

Emil
Um garoto, dono de uma mansão. Usa uma faixa para tampar os olhos pois tudo que olha é petrificado. É frágil e sentimental.

Devola
É irmã gêmea de Popola, a única coisa que as difere são alguns traços do rosto e o penteado. É uma menestrel, geralmente na taverna da vila ou cantando sentada à fonte.

Popola
É a representante da vila (chamada simplesmente de Village) onde Nier e sua filha moram. É irmã gêmea de Devola.

Yonah
Filha de Nier, que possui uma doença terminal e dolorosa chamada Black Scrawl, da qual seu pai tenta lhe salvar.

King of Facade (Masked King)
Rei do Povo Mascarado (Masked People), da cidade chamada Facade. Essa cidade é estranha, além de todos usarem máscaras, eles seguem lealmente cada regra criada – e numerada.

Fyra
Residente de Facade, mas não nascida lá. Fyra dá uma ajuda importante a Nier e seus companheiros.

Jogabilidade

Os comandos e o entendimento do jogo, para gamers e aqueles já conhecedores do gênero são simples. Há dois botões de ataque, um de pulo, um de defesa, um de evasão, e dois botões para magias que o jogador pode ficar mudando conforme a necessidade ou preferência. Não há muita diversificação de ataque, mas ao segurar o botão de ataque o personagem carrega um especial diferente conforme o número de golpes dado. Matar os inimigos (chamdos de Shades) mais fracos é simples, apenas ataque e desvie. Mas os chefões incluem uma espécie de puzzle. O jogador deve causar dano o suficiente para então aparecer um ou mais círculos com runas que somem depois de alguns segundos. Utilizando-se de armas ou magias, as runas desses círculos devem ser destruidas antes dele sumir. Então o chefão será derrotado ou continuará a lutar de forma diferente. Alguns chefões ficam em lugares inacessíveis para luta corpo-a-corpo, a magia é então requerida.

Há outras formas de puzzle durante o jogo, como mover pedras que impedem o caminho ou estão na frente de portas. Mas o elemento mais divertido da jogabilidade de todo o jogo é a montaria: o jogador pode montar javalis gigantes! Eles são rápidos e te ajudam a atravessar as planícies sem ter que engajar em combate. Além disso, ele atropela as criaturas menores que ele. E mais: o jogador pode dar drifts com o javali! Outro interesse do jogo nesse quisito é a variedade de câmeras que o jogo possui. Em sua maior parte, a câmera permanece em terceira pessoa, mas há momentos em que a câmera muda para plataforma (side scroll), outros em que a câmera é top-view (de cima para baixo), e também isométrica. Além disso, o modo que os inimigos utilizam as magias lembra muito jogos bullet hell, tanto que para evitá-las usa-se a mesma mecânica, podendo também atacar para destruir o “tiro”.

Nier 3

Pontos altos

As músicas do jogo disparam na frente de qualquer outra característica ao falarmos dos pontos altos do jogo. A soundtrack é ótima, acresentando a emoção certa nos momentos certos, seja durante o jogo propriamente dito ou em CGs. Durante o jogo, as músicas trazem idéias de aventura e fantasia com uma percursão militar, e também um tom de tristeza e misticismo, criando um clima de que ainda falta algo para o jogador descobrir durante todo o jogo. Ao chegar à segunda parte do jogo, o enredo fica muito intenso e anima o jogador. Diversos fatos começam a acontecer – e fatos maravilhosos, épicos – que enriquecem o enredo e maravilha o jogador. O jogo possui uma variedade de finais, habilitando novas situações, diálogos e até CGs, aumentando o fator de replay significantemente.

Pontos baixos

O enredo, apesar de interessante, é lento. Até a primeira metade do jogo muita pouca coisa acontece, e daí então, na segunda parte, a estória começa realmente a se desenvolver. Funciona bem como uma parte explicativa e de reconhecimento do jogo, mas é enfadonho. Há três momentos no jogo que podem ser bastante cansativos. Não por sua dificuldade ou facilidade, mas sim porque tudo que o jogador deve fazer é ler. Não que ler seja um problema, mas são textos muito grandes! O jogo literalmente some nesse ponto, uma tela preta toma conta da sua televisão e somente letras brancas aparecem nela até o final do texto. O jogador pode passar o texto rapidamente se quiser, mas se fizer isso provavelmente vai errar uma das questões que ele deve responder depois. E se errar, adivinha? Volta para o começo do texto. O gráfico do jogo não é nada espetacular para a geração em que estamos, mas é bem produzido. Entretanto, o jogador frequente de RPGs sentirá falta de CGs, pois há poucas ao longo do jogo, há mais cenas in-game.

Curiosidades

Nier_5

O jogo é sequência de Drakengard, do mesmo desenvolvedor, para PlayStation 2, ocorrendo mil anos após os eventos de um dos cinco finais do jogo. O jogo foi lançado em duas versões: Nier Replicant, somente em japonês, para PlayStation 3, onde o protagonista é o irmão mais velho de Yonah. Na versão ocidental, Nier Gestalt, em inglês e para Xbox 360, o personagem principal é o pai de Yonah, como dito antes. A Square Enix já lançou DLCs para ambas as versões com a possibilidade de troca dos personagens e customização. A maioria das músicas com vocal, cantadas pela compositora e cantora Emi Evans, são em um idioma fictício, do próprio jogo.

Nota do leitor

Apesar de pessoalmente ter adorado o jogo, ele não pode se fundamentar muito bem. Meu julgamento se aproxima muito do julgamento de Steven Hopper, do GameZone (veja no link a seguir: http://ps3.gamezone.com/reviews/item/nier_review/): Nier é uma oportunidade perdida, com momentos em que a narrativa brilha, mas são poucos e distantes entre si. Os gráficos deixam a desejar para a geração de consoles que nos encontramos, os momentos de somente texto escrito podem fazer o jogador perder a paciência e pular, perdendo parte da estória. Falta de CGs e recompensas em gerais durante o jogo, criam um limite para o fator replay. Entre outros critérios, muitos citados acima, definem uma nota final não muito alta.

Nota do leitor: 6,5

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