A review abaixo é do game Silent Hill feita pelo leitor Fernando Lobo:
Silent Hill
Lançamento: 31 de Janeiro de 1999
Desenvolvedora: Konami
Distribuidora: Konami
Plataforma: PlayStation One
A HISTÓRIA
Silent Hill conta a história de Harry Mason, um escritor de 32 anos que está viajando de férias, com sua filha Cheryl Mason, para uma estação de férias nas proximidades de Silent Hill, uma pequena cidade americana conhecida pelo seu ambiente pacífico.
Durante a viagem, algo inesperado acontece. Quando chegam aos limites de Silent Hill, uma garota, vestida com uniforme escolar, aparece no meio da rodovia, obrigando Harry a desviar seu trajeto para não atropelá-la. Apesar de conseguir desviar o carro da garota, ele bate o carro, e desmaia com o impacto. Quando acorda, percebe que sua filha não está lá, e começa a procurá-la. Começa então, a grande saga de Silent Hill.
O que parece uma história batida e já explorada à exaustão se torna algo grande, bizarro, macabro. Harry explora a cidade de Silent Hill em busca de sua filha, enquanto encontra aliados e inimigos (nem sempre fácil de distinguir um do outro), e se envolve cada vez mais na história da cidade, tendo que enfrentar monstros e ambientes aterrorizantes para avançar em sua busca por Cheryl.

SILENT HILL ALTERNATIVA
Um dos grandes trunfos de Silent Hill é sua ambientação. A neblina, os sons (e a falta deles) trazem um clima tenso para o jogador, que não sabe o que esperar na próxima esquina. Mas o melhor de tudo é a versão “alternativa” de Silent Hill. Em determinados momentos, a cidade pacata e simples se torna numa versão cheia de sangue, ferrugem e visões macabras. Corpos cobertos por todos os lados, corpos envoltos em arame farpado e visões aterradoras dignas de uma mente perturbada te fazem querer sair logo daquele pesadelo. Um trabalho muito bem feito dos desenvolvedores.
SONS
Os sons são um show a parte. O jogo abusa tanto dos sons comuns (sons de passos variando em materiais diferentes) quanto da falta deles (caminhar por uma cidade, ouvindo apenas os seus passos e sua respiração ofegante também é perturbador). Isso sem contar o rádio, item que virou marca registrada na série. O rádio começa a soltar estática quando um monstro se aproxima. Você sabe que tem um monstro se aproximando, mas…de onde? As músicas também fazem muito bonito. Com temas bastante misturados, se encaixam perfeitamente no clima do jogo. A música de abertura do jogo já é perturbadora!! É certamente um dos pontos mais fortes do jogo, se não for o mais forte.
As dublagens mereciam um pouco mais de atenção, pois algumas conversas não passam a emoção que o momento devia passar (não conseguimos notar uma entonação de desespero na voz de Harry nem nos momentos mais críticos). Mas não podemos apedrejar o jogo em um momento onde as dublagens de jogos não recebiam a devida atenção.

PERSONAGENS
Os personagens cumprem os seus papéis. Conseguimos sentir apreço pela policial Cybil Bennet, nos perguntar o que realmente quer Dahlia Gillespe, e nos sentir tocados com a perdida enfermeira Lisa Garland. Mesmo com as dublagens atrapalhando um pouco a transmissão dos sentimentos, não estraga a experiência que cada personagem da trama pode nos trazer.
O TERROR PSICOLÓGICO
Silent Hill não foi o precursor do gênero “Survival Horror”, mas trouxe aos jogadores outro conceito de sobrevivência: A sobrevivência mental. Enquanto outros jogos te trazem sustos, Silent Hill te coloca numa atmosfera tão densa e mórbida, que você se sente tenso e paranóico o tempo todo, querendo ao mesmo tempo se livrar daquilo e avançando mais um passo para saber onde é que vai chegar. Graças a isso, Silent Hill não é um jogo para todo tipo de jogador, mas certamente conquistou a sua parcela de fãs ardorosos, que discutem e procuram novas informações para a trama bastante complexa e oculta que traz toda a mitologia da série, até os dias de hoje.









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