Browsing Posts published by Sabrina Carmona

Quando falamos de desenvolvimento de games, abrimos várias portas e maneiras de como podemos fazer um game. Gêneros diferentes, mecânicas diferentes, equipes diferentes e objetivos diferentes influenciam no processo de desenvolvimento, por isso aqui vou dar apenas uma pincelada em uma das muitas maneiras de se fazer um game.

Primeiramente é necessário pensar no conceito do jogo. Essa começa quando uma idéia de game é criada e termina quando o planejamento do projeto inicia. Nesta etapa, a equipe de desenvolvimento pode incluir apenas um produtor e um game designer, mas é sempre bom ter a presença de um artista e de um programador, para enriquecer a idéia no que é possível ou não fazer. É nesta fase que é importante responder algumas perguntas-chave como QUEM, COMO e ONDE. Para quem o jogo está sendo desenvolvido? Como ele será feito? Onde ele será distribuído? Essas três perguntas cobrem o público-alvo, a tecnologia usada no desenvolvimento e a publicação do game.

Seguindo essa etapa, temos a pré-produção, que nada mais é que o planejamento do desenvolvimento do game. Nesta fase, é criado um padrão artístico a ser seguido com muitos estudos de concept art e também o início da confecção do GDD do game. O game designer e o artista são os mais acionados nesta fase, assim como o Producer.

Depois dessas duas fases inicias, é a hora da prototipagem. Nesta fase, a equipe de desenvolvimento deve construir uma primeira versão da mecânica do jogo, e o ideal é que seja feito primeiro um protótipo de baixa fidelidade e depois um protótipo digital. Os protótipos são excelentes maneiras de determinar se o projeto está indo pelo caminho certo, e inclusive se ele é viável ou não. Os protótipos servem também para fazer ajustes no projeto, e testar se a idéia inicial é eficiente, ou se adaptações são necessárias.

Após a aprovação do protótipo, é hora do desenvolvimento do game. É quando o jogo é realmente produzido, com a equipe completa e muito trabalho. É nesta fase que os personagens, cenários, mecânica, animações, trilha sonora e efeitos são colocados no game. A parte final desta fase é o jogo pronto, ou praticamente pronto. Nesta etapa temos a fase ALFA pronta.

Depois entramos no ciclo iterativo de testes e ajustes. Iteração em um game nada mais é do que usar os game testers para jogarem, emitir um relatório de bugs e ajustá-lo. Desta forma, cria-se um ciclo de produção iterativo, o qual ajuda muito em projetos de games, ganhando tempo e estruturando melhor o processo de desenvolvimento do game. No final disso tudo, temos a fase BETA do jogo pronta.

Por fim, depois de todos os ajustes, o game entra na parte final, que é o fechamento e distribuição do mesmo. Os testes finais são concluídos, e a divulgação e distribuição do game é iniciada. O consumidor final já tem acesso ao game.

Claro que ainda temos muitas outras etapas ou maneiras de se desenvolver um game. Inclusive a fase de pós-produção, onde ajustes e add-ons são feitos ao game. Mas desta forma, já dá para se ter uma idéia inicial do quão trabalhoso, porém interessante, é o desenvolvimento de um jogo.

2ª Jornada Gamer

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O CS:Games/TIDD promoverá, no dia 26 de novembro, sábado, a 2ª Jornada Gamer!

O evento vem destacar o caráter cultural e científico dos videogames e apresentar os aspectos socioeducativos da mídia que tem maior interação com o público jovem e adulto, por meio do entretenimento, cultura e como veículo educacional de grande relevância.

Teremos palestras para os participantes, que vão tratar de assuntos como Games for Change, com Gilson Schwartz, teremos Fernando Chamis da Webcore e Insolita falando sobre Mercado de Games, Lúcia Santaella falando sobre gamificação, e o autor de Rules of Play, Eric Zimmerman, com um vídeo exclusivo falando sobre Game Design e protótipos.

Paralelamente, realiza-se o 2º Concurso de Protótipos de Games, com o objetivo de familiarizar o público com esta importante etapa do desenvolvimento de jogos e disseminar esta cultura, incentivando a produção de protótipos de games no Brasil por grupos iniciantes e amadores.

As inscrições para o concurso são gratuitas e estão abertas até 15/11/2011. Serão aceitos protótipos de jogos de todos os gêneros, feitos por grupos de 1 a 7 pessoas. O regulamento e outras informações encontram-se disponíveis aqui.

Confira a programação oficial do evento no blog do CS: Games.

O grupo de pesquisa CS: Games/TIDD promove, dentro da 2ª Jornada Gamer, o 2º Concurso de Protótipos de Baixa Fidelidade. A 2ª Jornada Gamer se realizará na PUC-SP, Campus Marquês de Paranaguá, no dia 26 de novembro de 2011, e em breve teremos mais novidades sobre a 2ª Jornada Gamer aqui no Planeta Gamer.

O objetivo do 2º Concurso de Protótipos é incentivar e divulgar a produção de protótipos de games (jogos de tabuleiro que sirvam de base para a confecção de protótipos de alta fidelidade, digitais), ferramentas primordiais para o desenvolvimento estrutural e artístico da área.

A inscrição no concurso é gratuita e deve ser feita até dia 12 de novembro. Serão aceitos protótipos de games de todos os gêneros feitos individualmente, em duplas ou em grupos de até 07 pessoas.

A seleção dos games que farão parte do 2º Concurso de Protótipos ficará unicamente a cargo da comissão organizadora e o resultado da seleção será divulgado a partir do fim da segunda semana de novembro de 2011 no blog do CS: Games.

Os protótipos vencedores serão premiados com os seguintes livros da Editora Blucher: “Regras do Jogo”, de Eric Zimmerman e Katie Salen; e “Vídeo Games: história, linguagem e expressão gráfica”, de Alan Richard da Luz. Os vencedores também serão divulgados no blog.

Para a participação e inscrição no 2º Concurso de protótipos é necessário seguir o regulamento, que está neste pdf.

Palestras de Game Design

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Rolou ontem na FATEC – Carapicuíba duas palestras de games, uma sobre Processos Criativos de Game Design e outra sobre Desenvolvimento de Game Design. As duas abordagens se complementaram, a primeira falando sobre Briefing + Conceito de Games e a segunda falando sobre a Documentação em si e o Desenvolvimento de Game Design.

Segue abaixo os PDFs para vocês acompanharem o que rolou:

Processos Criativos de Game Design

Desenvolvimento de Game Design

Vem aí mais um curso de Games para os interessados em sempre aprender mais! Começando no dia 28 de outubro, o curso Princípios Básicos de Desenvolvimento de Games vai acontecer em SP, no MIS (Museu da Imagem e Som) e vai abordar um pouco de tudo para se ter uma noção de desenvolvimento de games.

O curso visa abordar as principais etapas de desenvolvimento de um game, introduzindo o conceito de Game Design e de criação de jogos para um contexto de pequenos projetos. Uma pincelada de cada etapa de desenvolvimento e das suas importâncias será dada, com o propósito de proporcionar aos participantes a chance de desenvolver o conceito de um jogo e de iniciar o processo na prática.

E aí? Vamos participar?

Para saber mais informações e se inscrever, acesse o site do MIS.

Games no Papel

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Que a indústria brasileira está crescendo cada vez mais, ninguém discute ou questiona. Troca de ideias, informações e experiências é sempre bem vinda para que cada vez mais os profissionais cresçam, certo? Por isso que hoje apresento para vocês o Tumblr Games no Papel. Inspirado no gringo Gamestorm, este Tumblr tem como objetivo divulgar as etapas de desenvolvimento, concepção e criação de games que são feitas no PAPEL.

Por isso, o Tumblr vai convidar todos os leitores a mandar imagens de protótipos, conceitos e afins para que as pessoas possam não só se inspirar, mas também aprender e ver o que os colegas estão fazendo por aí. Por isso, vamos divulgar a ideia e contribuir, pois ver a indústria crescendo, e divulgar o trabalho feito aqui dentro só vai ajudar cada vez mais.

Então já salva nos seus favoritos o endereço: http://gamesnopapel.tumblr.com/ e comece a colaborar!

Que o jogo The Sims é um sucesso, ninguém questiona. Com uma longa história de sucesso de vendas e de público abrangente, a Eletronic Arts resolveu entrar em uma tendência de mercado e criou o The Sims Social, jogo social para Facebook que tem uma proposta parecida com os jogos originais, porém desta vez com uma integração maior entre os contatos da rede social.

E assim começou a febre The Sims Social. Hoje, é difícil não ter no mínimo dez pessoas da sua lista de contatos de Facebook jogando o jogo, e mais, mandando solicitações o dia inteiro. Mas por que todo mundo ficou tão viciado de uma hora para outra? Simples.

Primeiro pela proposta do jogo. Ele permite você interagir com seus contatos, visitando a casa de seus amigos e escolhendo se você quer ser amigos ou inimigos. E mais, ele permite que você tenha relacionamentos amorosos dentro do jogo. Tá certo, você já viu isso em outros jogos online. Mas não desta forma dentro do Facebook. Com animações interessantes e uma jogabilidade fácil, The Sims Social tem tudo para ser (se já não for) uma grande febre de jogos sociais.

As quests apresentadas ao jogador variam entre coisas fáceis de se fazer, com itens difíceis de se conseguir, e a interação com seus amigos é altamente incentivada, podendo ganhar itens especiais e mais energia à maneira que você os visita. Por todas as features que o jogo apresenta, podemos dizer que ele é de uma forma, leve, podendo rodar em diversos computadores.

Será a evolução dos jogos sociais? O que antes era apenas enviar e receber gifts, agora se dá com uma interação massiva com avatares de seus amigos. Interessante seria se The Sims Social fosse real time e mostrasse as coisas que você está fazendo com seus amigos para eles, caso eles estivessem jogando ao mesmo tempo.

Ainda há muito mais por vir. Acredito que The Sims Social apenas abriu mais uma porta, mostrando que a os jogos sociais ainda vão render por um bom tempo, passando por evoluções e adaptações para sempre estar mostrando aquele diferencial e mais interação entre os contatos da rede social, pois obviamente, no final você está dentro de uma rede social. E aí? Qual é o próximo passo para uma evolução dos jogos sociais?

Joga comigo?

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A forma como o videogame é visto pelas pessoas tem mudado bastante durante os anos. O que uma vez já foi visto como algo para distrair as pessoas enquanto esperavam para visitar laboratórios, agora se tornou peça fundamental da sala de estar em muitos lares. Mas o que causou isso?

Primeiramente, o videogame é sim um aparelho de entretenimento. Obviamente que ele pode proporcionar muitas coisas diferentes, mas o foco principal é simplesmente a diversão. A febre dos fliperamas antigamente mostrava que jogar com outras pessoas sempre foi divertido e muito apreciado pelos gamers.

Com a evolução da tecnologia e o passar do tempo, jogos multiplayers foram crescendo, e que se diga os MMOs e afins. E é claro que isso é positivo. Quem aqui não gosta de jogar com outras pessoas? Eu ainda me vejo como exceção, uma vez que eu gosto muito de jogar offline. Mas por grande insistência dos meus amigos, jogar online passou a ser uma diversão constante.

Mas o que realmente venho aqui para dizer é que a febre dos fliperamas pode estar voltando aos poucos, porém de outra forma. Ao meu ver, e por experiência própria, o Kinect e o Move vieram para motivar as pessoas a jogarem juntas, porém uma do lado da outra.

Muitos dos momentos mais divertidos que tive jogando videogame nesses últimos tempos foi acompanhada de amigos e família, muitas vezes jogando Kinect Adventures junto, Dance Central um de cada vez, Sports Champions contra eles, entre outros jogos divertidos.

Na minha opinião, essa versatilidade encontrada pelos fabricantes ao oferecer, em um mesmo produto, jogos hardcore para jogar-se sozinho, curtir a história e passar horas a fio para terminar e também jogos para se divertir com amigos e família, foi uma jogada de mestre. A tendência é essa, com novos lançamentos por vir incentivando sempre o multiplayer na mesma sala.

É claro que a Nintendo começou essa febre com o Wii (desde o nome) e que Sony e Microsoft utilizaram esse conceito de uma forma diferente, cada um na sua. Porém, quem tem a ganhar com isso somos nós, jogadores, que temos o console como amigo para horas de solidão, mas também o temos como centro de uma reunião de amigos, colocando todo mundo pra pular, correr, se movimentar e dançar. E quem disse que console era coisa de pessoas isoladas?

Este post vou fazer diferentemente dos outros que faço. Vou deixar ele mais pessoal, e falar um pouco sobre uma experiência que tive, e que gostei muito. Semana passada teve o terceiro encontro de empresas brasileiras de games em um barzinho na Vila Mariana e foi o primeiro encontro que participei.

Fui sem nenhuma pretensão, mais mesmo para rever amigos e comer e beber em uma terça-feira. Não é sempre que se tem uma desculpa para tal num dia de semana normal como esse. Para minha surpresa, quando cheguei, lá no fundo do bar, tinham duas mesas juntas e bastante gente sentada. Era ali mesmo que se encontravam as pessoas com as quais eu passaria o resto da noite.

Tinha gente de tudo quanto era empresa, e melhor, tinha inclusive um estrangeiro. Foi bom ver que tinha bastante gente interessada em se encontrar e conversar sobre a indústria e o mercado. Cada um se apresentou, falou o que fazia e a que tinha vindo. Foi interessante ver os diferentes rumos que as empresas de um mesmo segmento podem tomar, principalmente no Brasil.

O grande alto da noite foi a presença de uma pessoa da Intel e justamente o indiano, que se provou ser uma pessoa muito interessante e com uma visão inteligente de mercado. Os dois convidados da noite estavam lá procurando uma coisa: oportunidades nas empresas de games brasileiras. Excelente notícia para nós que trabalhamos com isso, mas melhor ainda para aqueles que sonham em alcançar um lugar no mercado. Se eles querem investir, nós, as empresas, queremos contratar. E isso vai aquecer o mercado, lançando mais produtos de qualidade e gerando mais emprego.

Mas não são apenas esses dois que querem investir no mundo dos games no Brasil. Muita gente está olhando para nós, ainda mais com todo o barulho que temos feito. Isso não pode parar, se quisermos algo diferenciado na nossa indústria. Quem já atua na área, deve continuar estudando e aprendendo mais. Quem ainda não começou não é diferente. Porftolio e tudo mais sempre vai ser bem vindo para novos talentos entrarem no mercado!

Nossas idéias de projetos estão cada vez mais propícias a serem ouvidas. Basta entender o tempo de maturação do mercado e aguardar o momento certo para agir. Sempre vai ter alguém querendo ouvir o que temos a dizer, basta falarmos na hora certa.

O que era pra ser apenas um happy hour com os amigos acabou se tornando um networking muito interessante. Pessoas diferentes, com visões variadas e ambições semelhantes foram o prato principal daquela terça. Muitos frutos podem sair de simples conversas de bar. E tem mais por vir ainda!

Falar de videogame às vezes pode parecer assunto batido. Ë moda hoje pensar em tecnologia e falar de consoles. As grandes empresas conseguiram atingir um grupo vasto de público, desenvolvendo para hardcore gamers, gamers casuais e inclusive famílias e amigos para jogarem juntos, seja online, em rede ou inclusive um ao lado do outro.

Consoles diminuíram de tamanho, aumentaram de potência e investiram em coisas que não estaríamos prevendo (ou até estávamos), tudo para nos surpreender. Mas será que esse efeito funcionou? Após uma E3 recheada de novidades e de sequências esperadas pelo público, me ponho a pensar na seguinte questão: what’s next?
Alguns se arriscariam em dizer que esse ou aquele vai dominar o mercado, e que novas tecnologias iriam dominar o mundo dos games. Tudo bem, isso é previsível. Jogos em 3D, franquias se superando, novos títulos e novas maneiras de jogar estão vindo a todo vapor, mas quem é o consumidor de tudo isso?

Hoje se pararmos para pensar, a grande maioria consome diversos tipos de jogos. Primeiramente não podemos ignorar os jogos sociais. Hoje eles têm uma enorme fatia do mercado e com certeza faturam seus big bucks deixando muita gente viciada em suas propostas simples e jogabilidade direcionada. A estratégia de “ganhar sempre” e “recompensa instantânea” provou-se muito atraente para uma grande maioria de pessoas adeptas à redes sociais.

Depois temos o aumento considerável de jogos mobile. Essa indústria está também com um alto faturamento e ganhando jogadores em uma grande quantidade. Tudo porque hoje muitas pessoas tem gadgets como smartphones e inclusive consoles portáteis para carregar consigo. Com essa proposta de ter tudo, onde quisermos, os mobiles não devem ser ignorados. E a indústria está garantindo que isso não aconteça.

Se passarmos a falar mesmo dos consoles tradicionais, videogames que ligamos nas televisões que compramos justamente para ligá-los com o cabo HDMI e ter uma alta definição de imagem, ainda estamos batendo na tecla da briga das três grandes. Mas desta vez, aqueles que gostam de jogar jogos mais divertidos e com mais pessoas devem estar felizes agora. Playstation Move e Microsoft Kinect estão ganhando força e mais e mais jogos estão sendo adaptados ou desenvolvidos para utilizar esta tecnologia. Não acredito que valha a pena entrar no embate de qual é melhor, e de qual funciona mais e etc. Acho que o ponto que vale ressaltar aqui é de que os dois estão vendendo bem e está tendo investimento para ambos.

E quem tem a ganhar com tudo isso? Gamers, claro! Jogos hardcore e grandes franquias tradicionais não pararam de ser produzidos, muito pelo contrário. Estão a todo vapor, cada vez mais interessantes. Algumas dessas franquias, inclusive, estão sendo reformuladas, mudadas e reescritas para se adequar à nova realidade e também para tentar salvar o que talvez estivesse indo pro brejo. Com tanta diversidade e novos meios para se jogar jogos, quem sabe aquela idéia que todo gamer que se preza tem não evolui e gera um próximo sucesso? Temos que estar atentos às novidades, mas sempre pensarmos no next step, que pode vir a ser a sua idéia, numa dessas possibilidades. Alguém tem uma idéia aí?