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Com toda essa onda de 3D isso, 3D aquilo, estereoscópico, digital, entre outros, a Nintendo foi rápida e anunciou seu novo console portátil a vir: o Nintendo 3DS. Isso mesmo, será um portátil que terá projeção 3D em seus jogos. Mas como isso vai funcionar realmente? Irá a Nintendo novamente revolucionar em termos de jogabilidade? Talvez sim.

De acordo com o pessoal da empresa japonesa, o aparelho exibirá imagens em 3D “real”, tendo um feeling de profundidade, sem precisar usar aqueles óculos grandes e desconfortáveis do cinema para ter esta mesma sensação. O novo portátil promete ser compatível com os jogos do DS e do DSi, mas a grande pergunta ainda paira no ar:  o 3DS “transformará” automaticamente os jogos antigos em 3D? Ainda não se sabe ao certo, mas torcemos para que sim.

Outra novidade que a Nintendo promete com este novo 3DS é um rumble que permitirá que se tenha um controle em movimentos 3D, ou seja, um botão que fará o direcional na tela e ainda por cima, vibrará de acordo com os movimentos feitos dentro do jogo.  Algumas especulações sobre a tela em 3D indicam o uso de uma espécie de tela, em que imagens diversas sejam projetadas para cada um dos olhos do jogador, dando uma sensação de profundidade entre os planos do jogo, permitindo então um “salto” do cenário e personagens presentes na tela.

A estratégia da Nintendo com esse alarde para a provável E3 do ano que vem é simplesmente sair na frente, ser uma pioneira. Sabemos que não poderemos esperar jogos muito hardcores para esta plataforma, mas podemos ter a certeza de que a Nintendo tratará de criar jogos de respeito para a mesma, fazendo com que a Sony tenha de correr atrás para conseguir alcançar o número de vendas que todo este burburinho está especulando que exista. Basta saber agora se vale mais a pena ser a pioneira em tudo, ou se vale mais a pena ter mais usuários e títulos mais expressivos. A escolha é das grandes empresas. Nós, afortunados com isso tudo, bastemos esperar.

A cada ano que passa, novas tecnologias começam a saltar na nossa frente, nos impressionando cada vez mais. Começou nos primórdios com textos na tela, depois o som, depois a fala, o gráfico em 3D, a jogabilidade em 3D, processamentos, melhor modelagem, aprimoramento da jogabilidade, gráficos em alta definição, controles sem fio, sensores de movimento, e agora a grande novidade que promete virar tendência é o 3D estereoscópico. Mas o que é isso mesmo?

Bom, tudo iniciou com o senhor James Cameron e seu Avatar. O filme bateu recordes no mundo todo e revolucionou a maneira de se fazer um filme em 3D. Simplesmente, ele transformou o 3D convencional em um 3d de alta definição onde, com a ajuda de um óculos especial, fazem com que as imagens “saltem” da tela. Falando claramente, elas ganham mais vida e parecem que realmente estão fora da tela, mais próximas de você, dando uma sensação mais clara do visual 3D.

Se você assistiu a Avatar e gostou do que viu, então comece a ficar ansioso por mais novidades. A grande hype do momento é o desenvolvimento de jogos com a tecnologia do 3D estereoscópico. A Ubisoft está apostando nesta tendência e já começou a desenvolver um game para Playstation 3 e Xbox 360, tornando-o o primeiro a usar esta tecnologia. Até o próprio James Cameron aprovou o game, então agora nos resta esperar para ver no que vai dar.

Seguindo a tendência, e para não ficar para trás, a produtora alemã Crytek afirmou que o motor CryEngine 3, que será usado em “Crysis 2″, terá suporte a gráficos 3D estereoscópicos. A novidade vai poder ser conferida na Game Developers Conference, que acontece semana que vem. Mas já podemos esperar grandes coisas deste motor, pois se o primeiro foi uma revolução, imagina ele aprimorado.

Outro game que vai entrar na onda é “Batman: Arkham Asylum”, onde na edição Game of the Year, prevista para este mês, os produtores prometem a implementação de uma modalidade em 3D estereoscópico. O pack desta edição vai ter dois óculos com lentes coloridas para produzir este efeito.

Mas isso significa que teremos de comprar televisores 3D Ready? Sim. Para jogarmos com a sensação completa e perfeita do 3D estereoscópico teremos de ter um aparelho que reproduza estas imagens perfeitamente, e muitos televisores já se encontram à venda. Claro que o preço não condiz muito com a realidade da maioria dos gamers. Pelo menos por enquanto.

Obviamente que muitos games terão os óculos que possibilitarão jogar em 3D sem a necessidade de um equipamento específico, mas dificilmente um gamer que aprecia qualidade gráfica e revoluções na tecnologia dos consoles e dos jogos vai se contentar com um par de óculos de lentes coloridas. Existem marcas vendendo óculos polarizados que possam ser usados em casa já, e talvez até valha a pena, caso você tenha acabado de comprar seu televisor.

Mas aguardem que grandes novidades neste campo estão por vir. Devemos apenas aguardar e ver se realmente o 3D estereoscópico do senhor James Cameron virá para ficar.

DolemesHoje trago uma entrevista com David de Oliveira Lemes, ou “Dolemes”, professor da PUC-SP e criador do blog GameReporter. Ele vem trazendo dicas para uma pessoa que quer seguir a carreira para a área de designer e também criação interfaces. Segue na íntegra:

1 ) O que é necessário para um gamer se tornar um profissional na área?
Estudar, estudar e estudar. É preciso conhecer o processo de produção de um jogo, desde o roteiro, passando pelo 3D e programação, até sua finalização em uma engine de primeira linha. Tudo isso pode ser aprendendido em um bom curso de graduação em games.

2 ) Precisa de algum conhecimento prévio para iniciar os estudos na área?
É preciso ter vontade. Mas por incrível pareça, jogar muito também faz parte do aprendizado.

3 ) O que seria a interface de um jogo?
Interface é o ponto de contato entre o ser humano, a máquina e o software, ou seja, o jogo. É o elemento liga o real com o virtual.

4 ) Qual a importância de uma interface amigável para o jogador?
Uma interface amigável faz com que se jogue um game com mais facilidade e naturalidade. Uma boa interface de jogo é invisível, ou seja, o jogador nem percebe que está interagindo com ela.

5 ) Qual o primeiro passo para fazer a interface de um jogo?
O primeiro passo para se desenvolver uma boa interface de jogo é começar com um projeto em papel. Tudo começa no papel, inclusive os jogos digitais.

6 ) Quais os softwares que podem ser utilizados para fazer esta interface?
Software de ilustração vetorial e edição de imagens em bitmap, como Adobe Illustrator e Adobe Photoshop

7 ) Até que ponto a escolha das cores e do visual do jogo é importante?
A cor transmite sensações e ajuda a criar o clima do jogo. Este clima precisa, necessariamente, ser transferido para a interface do jogo.

8 ) Quais seriam as dicas que você daria para quem quer iniciar na área?
Estudar, procurar uma boa universidade, jogar muito e ler o GameReporter e o Planeta Gamer.

Caso você queira saber mais um pouco sobre Game Design e conhecer melhor o trabalho do professor Dolemes, venha participar de um bate-papo sobre o ensino de games em universidades que ele vai oferecer no SESC Itaquera, São Paulo, dia 28/11 às 13hrs.

Aguardem por mais entrevistas e materiais interessante….!