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Este post vou fazer diferentemente dos outros que faço. Vou deixar ele mais pessoal, e falar um pouco sobre uma experiência que tive, e que gostei muito. Semana passada teve o terceiro encontro de empresas brasileiras de games em um barzinho na Vila Mariana e foi o primeiro encontro que participei.

Fui sem nenhuma pretensão, mais mesmo para rever amigos e comer e beber em uma terça-feira. Não é sempre que se tem uma desculpa para tal num dia de semana normal como esse. Para minha surpresa, quando cheguei, lá no fundo do bar, tinham duas mesas juntas e bastante gente sentada. Era ali mesmo que se encontravam as pessoas com as quais eu passaria o resto da noite.

Tinha gente de tudo quanto era empresa, e melhor, tinha inclusive um estrangeiro. Foi bom ver que tinha bastante gente interessada em se encontrar e conversar sobre a indústria e o mercado. Cada um se apresentou, falou o que fazia e a que tinha vindo. Foi interessante ver os diferentes rumos que as empresas de um mesmo segmento podem tomar, principalmente no Brasil.

O grande alto da noite foi a presença de uma pessoa da Intel e justamente o indiano, que se provou ser uma pessoa muito interessante e com uma visão inteligente de mercado. Os dois convidados da noite estavam lá procurando uma coisa: oportunidades nas empresas de games brasileiras. Excelente notícia para nós que trabalhamos com isso, mas melhor ainda para aqueles que sonham em alcançar um lugar no mercado. Se eles querem investir, nós, as empresas, queremos contratar. E isso vai aquecer o mercado, lançando mais produtos de qualidade e gerando mais emprego.

Mas não são apenas esses dois que querem investir no mundo dos games no Brasil. Muita gente está olhando para nós, ainda mais com todo o barulho que temos feito. Isso não pode parar, se quisermos algo diferenciado na nossa indústria. Quem já atua na área, deve continuar estudando e aprendendo mais. Quem ainda não começou não é diferente. Porftolio e tudo mais sempre vai ser bem vindo para novos talentos entrarem no mercado!

Nossas idéias de projetos estão cada vez mais propícias a serem ouvidas. Basta entender o tempo de maturação do mercado e aguardar o momento certo para agir. Sempre vai ter alguém querendo ouvir o que temos a dizer, basta falarmos na hora certa.

O que era pra ser apenas um happy hour com os amigos acabou se tornando um networking muito interessante. Pessoas diferentes, com visões variadas e ambições semelhantes foram o prato principal daquela terça. Muitos frutos podem sair de simples conversas de bar. E tem mais por vir ainda!

Olá pessoal! Tenho aqui uma pequena lista de alguns cursos que andei pesquisando que ajudarão vocês que querem estudar e aprender a desenvolver games. A minha lista provavelmente está incompleta, então peço a ajuda de vocês para fazermos uma lista para ser referência para quem quer entrar na área. Segue abaixo:

Livres

Blender Game Kit – Alpha Channel
Microsoft XNA – Alpha Channel
Unity 3D – Alpha Channel
Unreal Dev Kit – Alpha Channel
Web Games com Flash – Alpha Channel
Criação de Jogos/Games com Darkbasic Pro – Tecnoponta
PlayGame – Game Design Art Training – SAGA
Produção de Webgames – SENAC SP
Criação e Produção de Animações e Web games – SENAC SP
Criação de Games – Eschola.com
Game Art – Seven Game
Game Developer – Seven Game
Portal – Melies
Unreal Editor 4.0 – Tonka 3D
Games Total – Luciano Augusto
Unity Total – Luciano Augusto

Graduação

Design de Games – Universidade Anhembi Morumbi
Jogos Digitais – Universidade Cruzeiro do Sul
Programação de Games – Faculdade de Tecnologia Interamérica
Jogos Digitais – Universidade Estácio de Sá
Jogos Digitais – UDF Centro Universitário
Tecnologia em Jogos Digitais – PUC-SP
Jogos Digitais – Unisinos
Jogos Digitais – FATEP
Jogos Digitais – FMU
Jogos Digitais – UniAndrade
Jogos Digitais – Unicsul
Jogos Digitais – Feevale
Tecnólogo em Desenvolvimento de Jogos – FAESA
Jogos Digitais – PUC-MINAS
Tecnólogo em Desenvolvimento de Jogos Digitais – Infórium
Design de Jogos e Entretenimento Digital – Univali
Jogos Digitais – FATEC São Caetano do Sul
Tecnologia em Jogos Digitais – PUC-RS
Curso de Games – UNISA

Pós-graduação (Lato Sensu)

Games: Produção e Programação – Senac
Arte 3D para Jogos Digitais – Faculdade CCAA
Design e Programação de Jogos Digitais – Faculdade CCAA
Projeto e Desenvolvimento de Jogos Digitais – Unicsul
Game Design – UNEB
Desenvolvimento de Jogos Digitais – PUC-RS
Curso de Games – UNISA

Mestrado

Interlab (Laboratório de Mídias Interativas da Poli-USP)
TIDD – PUC-SP

Caso tenha faltado algum, me mandem um email (sabrina@planetagamer.com.br) com o link do curso que eu adiciono aqui! Espero estar ajudando vocês!

Acredito que quase todos que lêem o Planeta Gamer já está sabendo sobre o projeto Empresas Brasileiras. Se ainda não ouviram falar dele, neste link pode-se saber mais sobre.

Com 18 empresas já oficialmente participando do projeto e 10 sites/blogs divulgando o mesmo, conseguimos crescer bastante nesses dois meses de existência. O que venho anunciar então é a segunda parte do projeto.

Uma parceria com o projeto Desenvolvedores pelo Brasil da Indie Games Brasil pretendemos criar um banco de dados para profissionais que queiram entrar na área e trabalhar com desenvolvimento de jogos digitais. Isso será feito com o propósito de aproximar você, que quer entrar na área, com a empresa que já está no projeto Empresas Brasileiras. O intuito é agilizar o processo de captação de profissionais, e também de integração de desenvolvedores, para quem sabe, criar sua própria empresa.

Confira novamente a página do Empresas Brasileiras para descobrir como participar e deixar seu contato. Agora, se você já trabalha em uma empresa de jogos, cadastre-a no projeto e comece a apoiar esta causa. O que temos a ganhar é muito com essa exposição de nossos trabalhos e talentos para o mercado brasileiro e internacional.

Vale frisar também que temos já uma parceria com o site Cultura Nerd, e que a novidade que vem dessa parceria será mais bombástica ainda! Aguardem…

Em uma visita a algumas empresas de desenvolvimento que fiz, me impressionei com a qualidade do trabalho feito por elas. Em meio a todo essa hype criada com a vinda da Blizzard para o Brasil, o tema “Empresas de Games” está em alta, e nada melhor do que falar das empresas Brasileiras na jogada.

O projeto criado pelo Planeta Gamer: Empresas Brasileiras está decolando passo a passo com várias empresas aderindo ao projeto, e o trabalho delas sendo divulgado gratuitamente aqui no site. Quanto mais visibilidade termos na nossa indústria, mais oportunidades teremos para àqueles que desejam entrar no mercado.

Mas como eu estava dizendo, em uma visita a DiverBras, me impressionei com o trabalho deles, e com a colaboração do Gerente de Projetos, me infiltrei dentro de seus domínios e pude acompanhar como realmente se é feito uma máquina arcade, ou seja, um FLIPERAMA!

Tudo é feito na empresa, desde a carcaça do jogo, até ele propriamente dito. Em alguns casos, eles importam apenas o software do game, mas a máquina é feita aqui. A empresa conta com mais de 100 funcionários e é dividida setores, cada um responsável por uma parte do projeto. Mas claro que meu intuito não é fazer a propaganda da empresa, e sim mostrar para vocês como tudo é feito!

Primeiro se desenvolve o game, em uma equipe de designers, roteiristas e programadores, que utilizando engines, fazem o jogo a ser escolhido para um projeto. Depois de decidida a temática, um protótipo do arcade é desenvolvido, e então começa a construção do mesmo. O impressionante é que até os carrinhos de arcades passam por uma funilaria especializada, igual a um automóvel de verdade.

Depois de pronta, a carcaça da máquina recebe o “computador” e sua “tela”, hoje em dia feita de LCDs modernos e de processadores ultra potentes. Os controles são adicionados à máquina e então se é instalado o software do jogo para os testes. E essa parte é a mais legal de todas: JOGAR!

Com os testes prontos, basta então distribuir estas máquinas para shoppings, exposições, ou até mesmo colecionadores de arcades. Quem nunca quis uma máquina dessas em sua casa?

E é oficial! A empresa norte-americana Blizzard Entertainment anunciou a instalação de um de seus escritórios no Brasil e nesta quarta-feira (30/06/2010) fez uma Coletiva de Imprensa para anunciar seu novo jogo, StarCraft II, e também para causar uma boa impressão no seleto público convidado para o evento.

Começando por StarCraft II, acredito que não há muita coisa para dizer. O jogo é bom, aliás melhor do que esperado! O jogo virá em português, será lançado no dia 27 de Julho (data do lançamento mundial) e custará R$ 49,00 por um limite de 6 meses. Depois, você poderá adquirir a licença completa. A Battle.net, serviço para jogar multiplayer online, também terá suporte completo para a América Latina e facilitará a jogabilidade em solo brasileiro. Muitas boas notícias para os fãs da série!!

Mas o que realmente importa é o fato da Blizzard falar português agora. Uma empresa com esta proporção começa a aquecer muito o mercado brasileiro de games e de desenvolvimento dos mesmos. Com isso, teremos um crescimento não só na comercialização de games, com preços mais atraentes e uma maior variedade de títulos e edições especiais, mas também no desenvolvimento de games no país. A tendência que vem ganhando forma é a que mais e mais empresas internacionais virem os olhos para o Brasil e vejam que têm um grande mercado a ser explorado e também uma grande quantidade de mão de obra interessada em trabalhar na área.

Ryan Arbogast - Blizzard PR

No evento de quarta-feira os representantes da Blizzard deixaram claro que a intenção deles é crescer ainda mais com o nosso mercado, mas mantendo os jogos e expansões a um preço dentro de nossa realidade, fazendo eventos e ações que sejam parte do mercado brasileiro podendo então atrair o que realmente eles estão procurando: mais consumidores.

A situação então é a que todo mundo sairá ganhando, pois com mais suporte e preços mais atraentes, mais adeptos ao jogo teremos. Quanto mais adeptos, mais mercado. Quanto mais mercado, mais empresas virão. Se esta cadeia cíclica se confirmar, estamos próximos de ver a indústria brasileira de games ganhar proporções que antes pareciam muito difíceis. Também não podemos deixar para trás as empresas que desenvolvem no país, que não são estúdios tão grandes, mas que também trabalham em games de respeito.

Com um mercado maior, o convite para as empresas investirem em advergames será grande, pois o público estará focado no burburinho que os games estarão causando. Com isso, este segmento que já é muito popular no país, crescerá mais ainda, precisando da mão de obra que está saindo do forno agora. Portanto o que podemos concluir de tudo isso é que: se você quer trabalhar na área, comece a se especializar agora; e se você quer se familiarizar com games, o momento é esse, pois tudo está ficando mais acessível.

Que venham as grandes! Ah sim, e o dia 27 de Julho!

Leia mais sobre a minha participação na Coletiva de Imprensa da Blizzard aqui.

Eu tive a sorte grande de participar do workshop de Roteiro para Games no 14º Cultura Inglesa Festival com Matt Costello. Claro que o workshop em si foi maravilhoso! Ele apresentou conceitos para a criação de um jogo a partir de sua idéia inicial, nos deu dicas ao criarmos nossos próprios roteiros e também fez uma simulação conosco de como seria o dia do “pitching”, ou seja, o dia de vender seu projeto para alguma empresa comprar e financiar o desenvolvimento de seu projeto. Se você quiser ler sobre o que rolou no workshop, leia o post anterior.

Mas é do bate-papo exclusivo que tive com o Matt que irei falar sobre aqui. E a grande frase de todo esse bate-papo foi “Brazil has a future“. Ele acredita que temos um grande futuro no desenvolvimento de games, especialmente com a vinda da Blizzard e da Ubisoft para terras tupiniquins. Leia abaixo na íntegra o bate-papo que tive com ele:

- Matt, qual deve ser a primeira coisa que se deve ter para trabalhar na área de games?
- Primeiramente é necessário ter o máximo de experiência com games possível. É de extrema importância se ler sobre games, e não apenas jogá-los. Ter um domínio da teoria é o diferencial de um game AAA e um game médio. Outra coisa importante é praticar com diferentes produtos, ou seja, jogar todos os consoles e ter familiaridade com o potencial e o público-alvo de cada um. E por fim, é obrigatório estar em contato com as tecnologias top. A evolução tecnológica é muito rápida, então é necessário ter contato com o que há de mais novo para abrir seus horizontes.

- O que é o futuro dos games?
- Pergunta simples, resposta simples. Fui à uma exposição de games em 3D recentemente e tenho certeza que games em 3D estereoscópico é o futuro. A combinação é: Detector de Movimentos + Mundos 3D.

- Que tipo de games serão mais populares?
- Definitivamente o Wii tem uma maior audiência hoje. Isto porque eles desenvolveram suas tecnologias e seus games do zero e com isso eles deram um foco enorme na interatividade do jogador. Apesar de muitos considerarem o Wii inferior aos outros consoles, ele inovou muito a maneira de jogar, e este é o ponto chave de seu sucesso, portanto mais popular serão os games que apelarem para sua interatividade.

- O que se deve levar em consideração para se ter a idéia inicial?
- A engine do jogo. Ao escolher qual engine o jogo será feito, precisa-se explorar todas as possibilidades e potenciais que a engine tem para seu jogo. Com isso, desenvolver demonstrações do poder da engine, e quem sabe conversar com os desenvolvedores para saber se este é o potencial máximo dela. A partir da engine que se deve começar o brainstorm das idéias, e a partir daí escolher a tecnologia e o conceito do game a ser feito.

- O que é necessário para se ter um bom roteiro nos games?
- Desafio e motivação. Um bom roteiro de games precisa despertar a curiosidade do jogador, aguçar seu desejo de jogar e também possibilitar o seu aprendizado. Tem que ter o “algo a mais” que faça com que o jogador fique encantado, e que queira explorar cada vez mais os desafios e intrigas apresentados pelo game.

- Depois de se ter a idéia e o conceito, o que se deve fazer no desenvolvimento de um game?
- Basicamente pensar na história. É de extrema importância fazer os “game checkers”, que seriam nada mais do que pontos que devem acontecer na sucessão de eventos do game e que devem ser verificados minuciosamente pelos criadores. Depois de tudo isso pronto, é hora de partir para a “Game Bible” e colocar todas as informações do game nela. A pergunta principal que você deve fazer na criação do “Game Bible” é: “Com o que eu posso interagir no mundo?”. Isso é muito importante para o gameplay sair conciso.

- Para finalizar, um último conselho.
- Acreditem em vocês. Em cinco anos o Brasil vai estar no mapa em se tratando de desenvolvimento de games. Por este motivo que toda e qualquer experiência que se pode ter com games deve ser vivida, para que, quando a hora chegar, você esteja pronto.

No Brasil, para se trabalhar com games é recomendado dois segmentos: os mobiles e os advergames. Claro que existem outros segmentos, como os jogos educativos, mas os dois primeiros são os mais populares no mercado hoje em dia. Mas o que são realmente os advergames?

Como podemos ver, é a união de duas palavras: advertisement, que significa publicidade, e game. Os advergames podem ser divididos em três categorias. A primeira, mais comum no Brasil, é a que temos jogos implementados nos sites das empresas, ou em sites criados especificamente para esta campanha publicitária, que fazem com que os usuários fiquem mais tempo no site. Quanto mais tempo o usuário permanecer no site, mais tempo a mensagem da empresa vai ficar visível para ele. Os jogos podem ou não ser relacionados ao produto. A segunda categoria pode ser chamada de publicidade dentro do jogo, na qual o produto ou um anúncio para o produto faz parte do jogo. Por exemplo, os outdoors ou banners presentes em jogos de esportes em geral. A terceira categoria já é o game em si, feito para ser jogado em computadores ou videogames, mas a diferença básica é que os jogos são desenvolvidos por uma razão específica. Podemos citar aqui o clássico exemplo do “America’s Army”, que foi patrocinado pelo Exército dos EUA numa campanha para aumentar o recrutamento de novos soldados.

Os advergames normalmente são destinados a um público mais jovem, que possuem uma vasta experiência com tecnologia, internet e games. Muitas vezes, os jovens estão jogando um advergame e nem percebem (caso dos games de personagens de desenho animado ou de algum produto relacionado com este público), o que realmente é a intenção da empresa criadora do produto: ter sua marca vinculada excessivamente de uma maneira que seja sutil para o cliente.

Os custos para o desenvolvimento de um advergame varia. Grandes desenvolvedores podem cobrar até R$1 milhão por um advergame. Entretanto, muitas empresas menores cobram em torno de R$ 10 mil a R$ 100 mil, dependendo do nível de personalização e do fato de o jogo basear-se ou não em um já existente, como uma adaptação do Tetris para o produto desejado. O tempo de desenvolvimento do game também apresenta variáveis, dependendo de fatores essenciais, como a complexidade e o nível de personalização do jogo. Um jogo completamente novo, que exija um roteiro exclusivo, pode levar de 12 a 18 meses para ser desenvolvido, enquanto advergames mais simples podem ser feitos em poucos meses, dependendo do desenvolvedor e de sua equipe.

Para se criar um advergame de sucesso, são necessárias duas coisas: desenvolvedores experientes e criativos e uma propaganda divertida e dinâmica. Esses dois fatores auxiliam a garantia de que você poderá ter um jogo não apenas irresistível e divertido de jogar, mas também que incorpore efetivamente o produto e a sua mensagem publicitária garantindo então uma publicidade eficaz no para o nicho escolhido de mercado.

O impressionante crescimento dos advergames na indústria publicitária só nos faz crer que este segmento irá continuar a evoluir, uma vez que diversas empresas estão descobrindo sua eficácia na memorização da marca. Fator que deve ser comemorado principalmente por pequenos desenvolvedores de games, que podem abraçar este mercado e investir na criação de diversas campanhas publicitárias pequenas, até conseguirem pegar o tão sonhado “grande projeto”. Fica aí a dica para quem quer começar nesta área.

Todos nós buscamos jogar jogos dos grandes estúdios internacionais, e também procuramos sempre a perfeição alcançada por alguns jogos produzidos lá fora. Mas e aqui? O Brasil está começando a aparecer no mundo dos games, e felizmente podemos perceber que ele está cumprindo seu papel satisfatoriamente!

De acordo com alguns índices da Abragames (Associação Brasileira de Games), mais de 40% da produção nacional de software para games são exportados, e 100% do hardware ficam aqui no Brasil. E nossos maiores clientes são justamente a Alemanha e os Estados Unidos. Outra fator interessante é a quantidade de empregos que o setor de games gera: 560 empregos. Embora o número seja reduzido comparando com outras indústrias, mas a renda de um profissional de games no Brasil pode chegar a R$ 160 mil/ano. Nada mal, não é mesmo?

Mas que tipo de games são os mais produzidos por aqui? Bom, a maioria das empresas trabalham com games educativos, para treinamento corporativo, e principalmente com os Advergames, ou seja, games para publicidade. Diversas empresas estão entrando para este ramo de advertising e a demanda está cada dia maior.

Então o que está faltando para deslancharmos de vez no mercado internacional? Incentivo e iniciativa. De acordo com o presidente da Abragames, a indústria ainda precisa de apoio governamental. E também precisamos da criação de novas empresas e de novos talentos que tenham a coragem de entrar neste mercado, talvez tendo até que iniciar sem um ganho monetário nos projetos, mas visando no futuro um reconhecimento pelos trabalhos feitos.