Falaremos agora de Xbox 360, console da Microsoft com grandes títulos de RPG em seu arsenal.
Acho que não citar Mass Effect antes do que todos os outros chega até a ser um insulto, pois esta obra-prima do gênero conseguiu muitos fãs pela seu incrível conjunto de elementos atraentes. O segundo título, Mass Effect 2, lançado em Janeiro deste ano vendeu muitas cópias e seu grande sucesso se deu devido a melhora na mecânica do jogo original, que já era ótima, e na exploração de novos elementos e uma abrangência maior do universo, que já era extenso. Ou seja, o que já era bom, ficou ainda melhor. À priori, Mass Effect pode ser confundido com um FPS, mas não se deixe enganar. Se você lidar com este jogo da mesma maneira que fez com Halo não irá chegar a lugar algum. É necessário muita estratégia na distribuição dos atributos de seu personagem para poder calcular seu combate de uma forma mais eficiente. A união da grande liberdade oferecida ao jogador durante todo o game e o belíssimo enredo proposto faz com que Mass Effect seja um jogo memorável para os donos do console da Microsoft. É possível ver melhorias e uma evolução significativa para o segundo título da série, que faz com que a história do personagem se conduza de uma maneira surpreendente, cativante e imersiva. Vale cada segundo de jogatina!
O segundo grande título de RPG para Xbox 360 é Lost Odyssey, que veio para o console com a tradicional jogabilidade por turnos dos RPGs japoneses. Ao jogar este jogo, o feeling de estar jogando um Final Fantasy pode até surgir, mas fique atento: isso não é coincidência. O criador da poderosa série de RPGs é o responsável por este jogo também, e com ele, nos dá o privilégio de passar por todos os elementos clássicos de um bom RPG neste game. A receita é cumprida perfeitamente: você explora cidades, conversa com diferentes habitantes, acha itens objetos diversos, e também explora diferentes cenários para ser surpreendido por ataques aleatórios e trava batalhas em turnos. Mas a grande diferença neste título é a maneira de evoluir seu personagem. Existem dois grupos, os mortais (que evoluem normalmente) e os imortais, que precisam estar acompanhados de um mortal para poder evoluir, ou seja, uma combinação estratégica bem planejada de personagens mortais e imortais é necessária para se ter uma eficácia na evolução de seus personagens durante o jogo. O game não chega a ser primoroso, mas é digno de horas de gameplay, com toda sua beleza tradicional de um ótimo título de RPG, ainda mais com elementos clássicos como este.
E se falando do criador de Final Fantasy, não podemos deixar de mencionar o outro grande game que ele desenvolveu para este console: Blue Dragon. Este RPG traz uma história interessante, animações cinematográficas e batalhas que irão deixar qualquer gamer copenetrado e com uma empolgação acima do normal. Fãs do gênero podem ficar tranqüilos, pois este título consegue unir tudo o que um bom game japonês representa, e ainda por cima consegue fazer com de uma maneira surpreendente. A enorme quantidade de cenas não-interativas para entender a grande trama proposta pelo game não o torna cansativo e entediante. Muito pelo contrário! Torna a trama ainda mais interessante e faz com que o jogador queira cada vez mais avançar no jogo para desvendar todos os mistérios e superar todos os desafios propostos no jogo. Os combates são definidos em turnos, sendo o grande fator determinando para a ordem dos ataques seja determinado pela skill de agilidade que este possui, além de termos suas habilidades dependendo dos arquétipos presentes no momento da batalha – como guerreiro, guardião, assassino e diversas categorias de mago -, sendo que cada um deles pode ser evoluído, e de acordo com esta evolução temos novas skills e arquétipos disponíveis. Outra grande característica deste game é a quantidade de itens para serem encontrados nos diversos cenários do jogo. Quase tudo é interativo e na maioria das vezes, diversos itens úteis são encontrados no cenário, muitas vezes ajudando o jogador em situações difíceis e improváveis. Este jogo só comprova que a genialidade do criador faz toda a diferença em um game.
Claro que ainda temos títulos como The Last Remnant e Dynasty Warriors nesta categoria que valem a pena serem conferidos, mas aguardem por mais rounds cheios de games e surpresas neste mundo dos RPGs…



Quando você pensa em jogos de terror, qual deles vêm à sua cabeça? Resident Evil? Silent Hill? Alone in the Dark? Fatal Frame? Dead Space? Poderíamos ficar horas e horas pensando em jogos de terror, muito bons por sinal… Mas se pararmos para pensar no início dessas franquias, jogos mais antigos, e pensarmos nos jogos de hoje, será que eles continuam fiéis à proposta inicial? Sim e não.







