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Quando falamos de desenvolvimento de games, abrimos várias portas e maneiras de como podemos fazer um game. Gêneros diferentes, mecânicas diferentes, equipes diferentes e objetivos diferentes influenciam no processo de desenvolvimento, por isso aqui vou dar apenas uma pincelada em uma das muitas maneiras de se fazer um game.

Primeiramente é necessário pensar no conceito do jogo. Essa começa quando uma idéia de game é criada e termina quando o planejamento do projeto inicia. Nesta etapa, a equipe de desenvolvimento pode incluir apenas um produtor e um game designer, mas é sempre bom ter a presença de um artista e de um programador, para enriquecer a idéia no que é possível ou não fazer. É nesta fase que é importante responder algumas perguntas-chave como QUEM, COMO e ONDE. Para quem o jogo está sendo desenvolvido? Como ele será feito? Onde ele será distribuído? Essas três perguntas cobrem o público-alvo, a tecnologia usada no desenvolvimento e a publicação do game.

Seguindo essa etapa, temos a pré-produção, que nada mais é que o planejamento do desenvolvimento do game. Nesta fase, é criado um padrão artístico a ser seguido com muitos estudos de concept art e também o início da confecção do GDD do game. O game designer e o artista são os mais acionados nesta fase, assim como o Producer.

Depois dessas duas fases inicias, é a hora da prototipagem. Nesta fase, a equipe de desenvolvimento deve construir uma primeira versão da mecânica do jogo, e o ideal é que seja feito primeiro um protótipo de baixa fidelidade e depois um protótipo digital. Os protótipos são excelentes maneiras de determinar se o projeto está indo pelo caminho certo, e inclusive se ele é viável ou não. Os protótipos servem também para fazer ajustes no projeto, e testar se a idéia inicial é eficiente, ou se adaptações são necessárias.

Após a aprovação do protótipo, é hora do desenvolvimento do game. É quando o jogo é realmente produzido, com a equipe completa e muito trabalho. É nesta fase que os personagens, cenários, mecânica, animações, trilha sonora e efeitos são colocados no game. A parte final desta fase é o jogo pronto, ou praticamente pronto. Nesta etapa temos a fase ALFA pronta.

Depois entramos no ciclo iterativo de testes e ajustes. Iteração em um game nada mais é do que usar os game testers para jogarem, emitir um relatório de bugs e ajustá-lo. Desta forma, cria-se um ciclo de produção iterativo, o qual ajuda muito em projetos de games, ganhando tempo e estruturando melhor o processo de desenvolvimento do game. No final disso tudo, temos a fase BETA do jogo pronta.

Por fim, depois de todos os ajustes, o game entra na parte final, que é o fechamento e distribuição do mesmo. Os testes finais são concluídos, e a divulgação e distribuição do game é iniciada. O consumidor final já tem acesso ao game.

Claro que ainda temos muitas outras etapas ou maneiras de se desenvolver um game. Inclusive a fase de pós-produção, onde ajustes e add-ons são feitos ao game. Mas desta forma, já dá para se ter uma idéia inicial do quão trabalhoso, porém interessante, é o desenvolvimento de um jogo.

Vem aí mais um curso de Games para os interessados em sempre aprender mais! Começando no dia 28 de outubro, o curso Princípios Básicos de Desenvolvimento de Games vai acontecer em SP, no MIS (Museu da Imagem e Som) e vai abordar um pouco de tudo para se ter uma noção de desenvolvimento de games.

O curso visa abordar as principais etapas de desenvolvimento de um game, introduzindo o conceito de Game Design e de criação de jogos para um contexto de pequenos projetos. Uma pincelada de cada etapa de desenvolvimento e das suas importâncias será dada, com o propósito de proporcionar aos participantes a chance de desenvolver o conceito de um jogo e de iniciar o processo na prática.

E aí? Vamos participar?

Para saber mais informações e se inscrever, acesse o site do MIS.

Game dá emprego!

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Matéria que escrevi para a revista EGW #105 aqui no Planeta Gamer para vocês!

O Brasil começou a aparecer no mundo dos games e felizmente podemos perceber que ele está cumprindo seu papel satisfatoriamente. De acordo com estudo da Abragames (Associação Brasileira de Games), mais de 40% da produção nacional de software para games é exportada, sendo que 100% do hardware fica aqui no Brasil. E nossos maiores clientes são Alemanha e Estados Unidos.

Outro fator interessante é a quantidade de empregos que o setor de games gera: mais de 500 vagas por ano. Embora o número seja reduzido se comparado com outras indústrias, a renda de um profissional de games no Brasil pode chegar a R$ 160 mil anuais, segundo o estudo. Nada mal, não é mesmo?

Mas que tipo de games são os mais produzidos por aqui? Bom, a maioria das empresas trabalham com games educativos, para treinamento corporativo, e principalmente com os advergames, ou seja, jogos desenvolvidos para o mercado de publicidade. Diversas empresas aderiram a esse ramo da propaganda e a demanda está cada dia maior.

Hora de deslanchar

Incentivo e iniciativa. De acordo com a Abragames, a indústria ainda precisa de apoio governamental e da criação de novas empresas, que tenham iniciativa para entrar nesse mercado. Os novos talentos talvez até precisem iniciar sua carreira sem lucros finaneiros nos primeiros projetos, uma vez que, em um primeiro momento, o importante é mirar o futuro, com reconhecimento pelos trabalhos executados.

É exatamente nesse ponto que os desenvolvedores independentes ganham espaço. Para definirmos o que é exatamente um desenvolvedor indie, vamos começar por tentar entender o que exatamente é um jogo feito por eles.

Um título indie é um jogo produzido com recursos do próprios desenvolvedores. Recursos muito limitados, obviamente. Ele pode também ser definido como toda e qualquer iniciativa de jogo, desde que ele não seja financiado por terceiros.

Quanto custa fazer

O custo de produção de um jogo indie varia muito, pois depende muito da plataforma, do gênero, do tamanho da equipe, podendo variar de US$ 100 mil a US$ 200 mil. Com isso, podemos olhar para a App Store, PSN, Live e WiiWare e saber que um jogo indie que será comercializado nesses meios pode render até 70% do valor para quem o produz. Os outros 30% ficam com o serviço, sem contar ainda a parte que deve ficar com o publisher.

Complicado? Talvez. Mas ainda vale ressaltar que uma desenvolvedora indie pode ter um modelo de negócio bem interessante para quem faz o jogo. Existe o modelo em que a própria produtora desenvolve o jogo inteiro e depois busca uma publisher para comercializá-lo. Temos também o modelo que a produtora tem uma ideia e parte em busca de uma publisher para bancar os custos de desenvolvimento.

Por fim, podemos ter um terceiro modelo de negócios, que segue um caminho oposto dos outros, em que a própria produtora defende uma ideia e acha uma produtora para desenvolver o projeto que eles querem.

Claro que as possibilidades podem ser infinitas, o fato é que o mercado indie no Brasil está crescendo cada vez mais, com muitas pessoas talentosas na indústria, o que movimenta o novato mercado de games do país. O futuro parece promissor!

Eu tive a sorte grande de participar do workshop de Roteiro para Games no 14º Cultura Inglesa Festival com Matt Costello. Claro que o workshop em si foi maravilhoso! Ele apresentou conceitos para a criação de um jogo a partir de sua idéia inicial, nos deu dicas ao criarmos nossos próprios roteiros e também fez uma simulação conosco de como seria o dia do “pitching”, ou seja, o dia de vender seu projeto para alguma empresa comprar e financiar o desenvolvimento de seu projeto. Se você quiser ler sobre o que rolou no workshop, leia o post anterior.

Mas é do bate-papo exclusivo que tive com o Matt que irei falar sobre aqui. E a grande frase de todo esse bate-papo foi “Brazil has a future“. Ele acredita que temos um grande futuro no desenvolvimento de games, especialmente com a vinda da Blizzard e da Ubisoft para terras tupiniquins. Leia abaixo na íntegra o bate-papo que tive com ele:

- Matt, qual deve ser a primeira coisa que se deve ter para trabalhar na área de games?
- Primeiramente é necessário ter o máximo de experiência com games possível. É de extrema importância se ler sobre games, e não apenas jogá-los. Ter um domínio da teoria é o diferencial de um game AAA e um game médio. Outra coisa importante é praticar com diferentes produtos, ou seja, jogar todos os consoles e ter familiaridade com o potencial e o público-alvo de cada um. E por fim, é obrigatório estar em contato com as tecnologias top. A evolução tecnológica é muito rápida, então é necessário ter contato com o que há de mais novo para abrir seus horizontes.

- O que é o futuro dos games?
- Pergunta simples, resposta simples. Fui à uma exposição de games em 3D recentemente e tenho certeza que games em 3D estereoscópico é o futuro. A combinação é: Detector de Movimentos + Mundos 3D.

- Que tipo de games serão mais populares?
- Definitivamente o Wii tem uma maior audiência hoje. Isto porque eles desenvolveram suas tecnologias e seus games do zero e com isso eles deram um foco enorme na interatividade do jogador. Apesar de muitos considerarem o Wii inferior aos outros consoles, ele inovou muito a maneira de jogar, e este é o ponto chave de seu sucesso, portanto mais popular serão os games que apelarem para sua interatividade.

- O que se deve levar em consideração para se ter a idéia inicial?
- A engine do jogo. Ao escolher qual engine o jogo será feito, precisa-se explorar todas as possibilidades e potenciais que a engine tem para seu jogo. Com isso, desenvolver demonstrações do poder da engine, e quem sabe conversar com os desenvolvedores para saber se este é o potencial máximo dela. A partir da engine que se deve começar o brainstorm das idéias, e a partir daí escolher a tecnologia e o conceito do game a ser feito.

- O que é necessário para se ter um bom roteiro nos games?
- Desafio e motivação. Um bom roteiro de games precisa despertar a curiosidade do jogador, aguçar seu desejo de jogar e também possibilitar o seu aprendizado. Tem que ter o “algo a mais” que faça com que o jogador fique encantado, e que queira explorar cada vez mais os desafios e intrigas apresentados pelo game.

- Depois de se ter a idéia e o conceito, o que se deve fazer no desenvolvimento de um game?
- Basicamente pensar na história. É de extrema importância fazer os “game checkers”, que seriam nada mais do que pontos que devem acontecer na sucessão de eventos do game e que devem ser verificados minuciosamente pelos criadores. Depois de tudo isso pronto, é hora de partir para a “Game Bible” e colocar todas as informações do game nela. A pergunta principal que você deve fazer na criação do “Game Bible” é: “Com o que eu posso interagir no mundo?”. Isso é muito importante para o gameplay sair conciso.

- Para finalizar, um último conselho.
- Acreditem em vocês. Em cinco anos o Brasil vai estar no mapa em se tratando de desenvolvimento de games. Por este motivo que toda e qualquer experiência que se pode ter com games deve ser vivida, para que, quando a hora chegar, você esteja pronto.

No Brasil, para se trabalhar com games é recomendado dois segmentos: os mobiles e os advergames. Claro que existem outros segmentos, como os jogos educativos, mas os dois primeiros são os mais populares no mercado hoje em dia. Mas o que são realmente os advergames?

Como podemos ver, é a união de duas palavras: advertisement, que significa publicidade, e game. Os advergames podem ser divididos em três categorias. A primeira, mais comum no Brasil, é a que temos jogos implementados nos sites das empresas, ou em sites criados especificamente para esta campanha publicitária, que fazem com que os usuários fiquem mais tempo no site. Quanto mais tempo o usuário permanecer no site, mais tempo a mensagem da empresa vai ficar visível para ele. Os jogos podem ou não ser relacionados ao produto. A segunda categoria pode ser chamada de publicidade dentro do jogo, na qual o produto ou um anúncio para o produto faz parte do jogo. Por exemplo, os outdoors ou banners presentes em jogos de esportes em geral. A terceira categoria já é o game em si, feito para ser jogado em computadores ou videogames, mas a diferença básica é que os jogos são desenvolvidos por uma razão específica. Podemos citar aqui o clássico exemplo do “America’s Army”, que foi patrocinado pelo Exército dos EUA numa campanha para aumentar o recrutamento de novos soldados.

Os advergames normalmente são destinados a um público mais jovem, que possuem uma vasta experiência com tecnologia, internet e games. Muitas vezes, os jovens estão jogando um advergame e nem percebem (caso dos games de personagens de desenho animado ou de algum produto relacionado com este público), o que realmente é a intenção da empresa criadora do produto: ter sua marca vinculada excessivamente de uma maneira que seja sutil para o cliente.

Os custos para o desenvolvimento de um advergame varia. Grandes desenvolvedores podem cobrar até R$1 milhão por um advergame. Entretanto, muitas empresas menores cobram em torno de R$ 10 mil a R$ 100 mil, dependendo do nível de personalização e do fato de o jogo basear-se ou não em um já existente, como uma adaptação do Tetris para o produto desejado. O tempo de desenvolvimento do game também apresenta variáveis, dependendo de fatores essenciais, como a complexidade e o nível de personalização do jogo. Um jogo completamente novo, que exija um roteiro exclusivo, pode levar de 12 a 18 meses para ser desenvolvido, enquanto advergames mais simples podem ser feitos em poucos meses, dependendo do desenvolvedor e de sua equipe.

Para se criar um advergame de sucesso, são necessárias duas coisas: desenvolvedores experientes e criativos e uma propaganda divertida e dinâmica. Esses dois fatores auxiliam a garantia de que você poderá ter um jogo não apenas irresistível e divertido de jogar, mas também que incorpore efetivamente o produto e a sua mensagem publicitária garantindo então uma publicidade eficaz no para o nicho escolhido de mercado.

O impressionante crescimento dos advergames na indústria publicitária só nos faz crer que este segmento irá continuar a evoluir, uma vez que diversas empresas estão descobrindo sua eficácia na memorização da marca. Fator que deve ser comemorado principalmente por pequenos desenvolvedores de games, que podem abraçar este mercado e investir na criação de diversas campanhas publicitárias pequenas, até conseguirem pegar o tão sonhado “grande projeto”. Fica aí a dica para quem quer começar nesta área.

Bom, todos sabemos que no Brasil ainda temos uma escassez no desenvolvimento de games. A indústria de advergames ainda pode se salvar, por ser a mais popular dentre todas em terras tupiniquins, mas games de console são raridades. Claro que ainda temos algumas empresas que desenvolvem (e bem!) games educativos, mas ainda assim são poucos os casos.

Desenvolver Games e Pesquisar Games são coisas parecidas e ao mesmo tempo diferentes. Você não consegue produzir nada sem pesquisa, e você não pesquisa sem saber alguns passos básicos da produção. Mas se você está interessado em pesquisar Games, se entreter um pouco na teoria ao invés de mergulhar de cabeça na prática existem alguns pontos a serem considerados.

Primeiramente, para ser um pesquisador sério, é necessário INGLÊS. Isso mesmo, não adianta fugir, pois o idioma está presente na grande maioria dos artigos e livros científicos na área. Então, se você ainda não começou, já está mais do que na hora de ir atrás, não importa a maneira. Claro que depois do inglês precisa ter a VONTADE DE LER. Não adianta nada você querer pesquisar sem gostar de ler. Pense por este lado: não será nenhuma literatura que você é obrigado a ler, algo que foge do seu interesse. Se você quer pesquisar na área, será completamente do seu interesse, então podemos deduzir que não ser tornará uma tarefa tão enfadonha assim!

Bom, certamente nesta fase do jogo você já deve estar criando um interesse em saber o quê se deve ler. Bom, aqui vão algumas dicas para você se entreter:

1) Design de Games: Uma Abordagem Prática (Autor: Schuytema) – Português
2) Video Game Arte (Autor: Bobany, Arthur) – Português
3) Rules of Play (Autora: Salen, Katie) – Inglês
4) O Mapa do Jogo (Autora: Santaella, Lucia) – Português
5) Game Design: The Art and Business of Creating Games (Autor: Bates, Bob) – Inglês

Com essas leituras de base, você terá uma idéia do processo que se envolve fazer um game, e também na teoria pura da criação do game, através de referências e estudos acadêmicos. Mas para dar um tom mais prático às suas pesquisas, existem livros que também abordam a questão do fazer:

1) Digital Character Animation 3 (Autor: Maestri, George) – Inglês
2) The Art of Game Design: A Book of Lenses (Autor: Schell, Jesse) – Inglês
3) Game Design Workshop (Autor: Fullerton) – Inglês

Obviamente que tem títulos mais específicos de programação, sonorização, desenho, escrita de roteiro, entre outros, mas aí vai de seu interesse e do foco da sua pesquisa. Existem também cursos que se pode fazer afim de aumentar seu conhecimento em games, e obviamente, palestras em diversos locais que também incentivam o assunto.

Depois de ler tudo isso, de fazer cursos e participar de palestras, o que falta mesmo é montar uma equipe e começar a fazer experimentos na área, como desenvolver jogos simples que façam parte de uma pesquisa e que visem um mercado possível no país. Tudo, no início, tem que começar como um hobby, como algo que você se interesse, e acima de tudo, GOSTE de fazer. O que falta mesmo é a nossa força de vontade. Fica aí o meu incentivo pessoal a todos aqueles que se interessam pela área e que queiram algum dia fazer a indústria de games brasileira crescer. Eu já estou no barco! Alguém mais vem?

Todos nós buscamos jogar jogos dos grandes estúdios internacionais, e também procuramos sempre a perfeição alcançada por alguns jogos produzidos lá fora. Mas e aqui? O Brasil está começando a aparecer no mundo dos games, e felizmente podemos perceber que ele está cumprindo seu papel satisfatoriamente!

De acordo com alguns índices da Abragames (Associação Brasileira de Games), mais de 40% da produção nacional de software para games são exportados, e 100% do hardware ficam aqui no Brasil. E nossos maiores clientes são justamente a Alemanha e os Estados Unidos. Outra fator interessante é a quantidade de empregos que o setor de games gera: 560 empregos. Embora o número seja reduzido comparando com outras indústrias, mas a renda de um profissional de games no Brasil pode chegar a R$ 160 mil/ano. Nada mal, não é mesmo?

Mas que tipo de games são os mais produzidos por aqui? Bom, a maioria das empresas trabalham com games educativos, para treinamento corporativo, e principalmente com os Advergames, ou seja, games para publicidade. Diversas empresas estão entrando para este ramo de advertising e a demanda está cada dia maior.

Então o que está faltando para deslancharmos de vez no mercado internacional? Incentivo e iniciativa. De acordo com o presidente da Abragames, a indústria ainda precisa de apoio governamental. E também precisamos da criação de novas empresas e de novos talentos que tenham a coragem de entrar neste mercado, talvez tendo até que iniciar sem um ganho monetário nos projetos, mas visando no futuro um reconhecimento pelos trabalhos feitos.

Unreal EngineMuitos de nós já ouvimos falar das engines de games e do realismo que elas oferecem a nós, jogadores, quando estamos imersos em fases de nossos jogos favoritos. Mas o que é realmente uma engine? Bom, engine vem do inglês e significa motor. O que podemos concluir logo de início é que é algo que fica rodando no fundo do jogo para termos ele funcionando sempre. Uma das definições que podemos dar realmente para engine de games é: um programa de computador e/ou conjunto de bibliotecas, para simplificar e abstrair o desenvolvimento de jogos ou outras aplicações com gráficos em tempo real, para videogames e computadores rodando sistemas operacionais.

Temos diferentes tipos de engines, sendo que algumas servem para se fazer um jogo completo nela mesma ou então temos outras que servem apenas para animações ou outras interações dentro do jogo. Mas vamos primeiro falar do que é possível para nós, meros jogadores e fãs de jogos, sem nos desvirtuarmos para coisas que ainda não estão no nosso alcance! Se formos começar por engines gratuitas que podemos fazer o download agora mesmo e começar a brincar, temos algumas opções bem interessantes.

A primeira delas é a NeoAxis, uma engine de criação de games super simplificada, com controles facilitados para quem nunca nem pensou em brincar com uma engine. Nela é possível criar diferentes fases com o coelhinho (personagem padrão da engine) mas se você decidir ir mais afundo e souber um pouco de modelagem, você pode importar seu personagem para dentro da engine e fazer seu jogo com ele. Caso você queira saber mais sobre essa engine, acesse o site oficial.

Claro que a engine NeoAxis é bem simplória em termos de visual. Se você estiver procurando aquela água com movimentos animados e paisagens diversas, então é melhor optar pela Unity. Nela é possível fazer jogos por inteiro também e seu visual é impressionante. É de fácil interação também e possui algumas opções a mais do que a NeoAxis pode oferecer, porém é preciso um pouco mais de habilidade na área para fazer um bom trabalho com ela. Nada mais do que algumas horinhas para se acostumar com sua interface e já conseguir montar seu game. Esta engine oferece muito mais elementos em sua biblioteca, mas também é possível importar objetos de sua própria criação para ela, mas alguns cuidados devem ser tomados na hora de exportar para ela. Se quiser conferir esta engine, basta acessar o site da Unity 3D.

Ainda no patamar de licensas gratuitas, temos uma grande novidade que é a liberação da famosa e aclamada engine Unreal. O Unreal Developer’s Kit está disponível gratuitamente para pessoas que queriam estudar a ferramenta e criar coisas não comerciais. Como todos já devem ter ouvido falar, a engine Unreal é a responsável por grandes títulos como Gears of War, Unreal Tournament, BioShock, Borderlands, e muitos outros. Obviamente que para se fazer um jogo desta magnitude é preciso tempo, experiência, uma equipe muito qualificada e dinheiro. Mas o Developer’s Kit promete ser muito intuitivo e apetitoso de se trabalhar. E quem não gostaria de aprender a ferramenta que estes jogos foram produzidos? Se você já está se sentindo empolgado para utilizar esta ferramenta, segue o link para o download do Unreal Developer’s Kit. Faça bom proveito! Se quiser ler um pouco mais sobre a engine, clique aqui que você será redirecionado ao site oficial.

Existem ainda centenas de engines gratuitas que valeria a pena citar aqui, mas como eu levaria provavelmente o mês inteiro para falar delas, vou finalizar com a engine Havok, utilizada em muitos games de consoles de última geração e de jogos para PCs e afins… Havok é uma engine de física que faz com que o realismo das ações dos personagens, das animações dos elementos presentes na fase do jogo e tudo o que acontece na fase seja impressionante. Havok está presente em títulos como Assassin’s Creed 1 e 2, Dead Space, Fallout 3, Halo 2, 3 e ODST, Killzone 2, Uncharted 2 e muitos outros títulos. O fato desta engine ser uma de uso constante profissionalmente faz com que ela seja muito reconhecida no mercado. Então porque não começar a estudá-la agora? Tudo bem, aqui vai o link para vocês mergulharem de cabeça nela. Notem que ela apenas distribui uma licensa para degustação, não sendo toda a magia completa. Mas já é um começo, certo?

Acho que depois de todas essas dicas, se vocês não estiverem com suas mãos coçando para explorar estas engines, ou pelo menos com uma certa curiosidade aguçada, esqueçam a área de games e fiquem apenas jogando mesmo. Mas se vocês se interessaram e vão com certeza fazer o download de pelo menos uma delas, vá em frente! Explore o máximo que puder e sempre tente produzir algo que seja seu. Boa exploração!