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Nesta maratona de posts sobre RPG, já falamos de vários grandes títulos de diversas plataformas. Vamos agora partir para mais uma delas com o lado negro da Força: o Playstation 3.

Começaremos então com Demon’s Souls, jogo exclusivo para a plataforma Sony, que veio para o mercado com a proposta de ser um um dos games mais difíceis que uma pessoa poderia jogar. Parece um tanto ambicioso, não? Pois bem, Demon’s Souls consegue ser um título memorável e é sim, extremamente difícil e longo. Difícil pois os desafios são complexos, e cada pequeno deslize durante o game pode ser punido de uma maneira severa, como perder tudo o que foi-se conquistado até agora. Mas nem por isso os gamers de plantão deixam de jogá-lo. Demon’s Souls é cativante, com uma premissa online muito bem explorada e com um mundo imenso para ser explorado. Mas o grande lance deste game é a satisfação de superar os inúmeros (e quase impossíveis) desafios propostos durante a evolução do seu personagem, este que deve ser criado do zero para começar a jogar. A possibilidade de poder cooperar entre seus amigos online durante o jogo é também muito interessante, pois pode tornar tarefas quase impossíveis mais interessantes e conseqüentemente mais fáceis. Apesar de ser um game de origem asiática, este RPG não tem sua jogabilidade em turnos, apresentando uma mecânica de Action RPG para suas batalhas. A diversidade de ataques e de movimentos possíveis com seu personagem também torna tudo mais interessante, e necessário, uma vez que para se dar bem no jogo é de suma importância que haja um domínio extenso de todas as habilidades e movimentos de seu personagem. E é por essas e muitas outras que Demon’s Souls se torna um título obrigatório para todo adepto do console da Sony disposto a elevar suas habilidades com o console a um nível mais alto.

Não podemos deixar de falar também o bom jogo Folklore. Este título, lançado em 2007, foi um dos primeiros RPGs para a plataforma da Sony. O que este grande jogo promete para o jogador são elementos diferentes daqueles tradicionais de um bom RPG, mas nem por isso Folklore não se encaixa em um dos títulos que merecem ser tratados com respeito. Este game trata de assuntos sérios e misteriosos e a abordagem feita pelo enredo do mundo dos vivos e do mundo dos mortos é intrigaste. A direção de arte do jogo é de dar brilho nos olhos, pois os detalhes e a riqueza de elementos foram tratados com muita seriedade na produção, e são um dos pontos fortes do game, juntamente com o enredo. Neste game, tudo se alterna entre dois mundos e dois personagens, onde o ponto de vista de cada um com os fatos decorrentes da história ajuda o jogador a resolver todos os mistérios propostos pela trama, ou seja, um complementa o outro. O fato de ter de se jogar tudo com os dois personagens pode parecer cansativo, mas observar a diferença em atitudes e pontos de vista faz com que tudo se torne mais interessante. Folklore é um jogo com uma temática séria e requer uma atenção, pois apesar dos gráficos coloridos, o jogo não foi feito para crianças, e sim para gamers que querem descobrir algo diferente e desafiador, como a percepção da morte por diferentes pontos de vista.

Um outro RPG que deve ser lembrado é White Knight Chronicles, que já foi mencionado aqui no Planeta Gamer anteriormente. Para saber mais deste título, clique aqui e leia o que falei deste game tempos atrás.

Fiquem no aguardo que ainda teremos muito mais para vir sobre este grande universo dos RPGs.

Falaremos agora de Xbox 360, console da Microsoft com grandes títulos de RPG em seu arsenal.

Acho que não citar Mass Effect antes do que todos os outros chega até a ser um insulto, pois esta obra-prima do gênero conseguiu muitos fãs pela seu incrível conjunto de elementos atraentes. O segundo título, Mass Effect 2, lançado em Janeiro deste ano vendeu muitas cópias e seu grande sucesso se deu devido a melhora na mecânica do jogo original, que já era ótima, e na exploração de novos elementos e uma abrangência maior do universo, que já era extenso. Ou seja, o que já era bom, ficou ainda melhor. À priori, Mass Effect pode ser confundido com um FPS, mas não se deixe enganar. Se você lidar com este jogo da mesma maneira que fez com Halo não irá chegar a lugar algum. É necessário muita estratégia na distribuição dos atributos de seu personagem para poder calcular seu combate de uma forma mais eficiente. A união da grande liberdade oferecida ao jogador durante todo o game e o belíssimo enredo proposto faz com que Mass Effect seja um jogo memorável para os donos do console da Microsoft. É possível ver melhorias e uma evolução significativa para o segundo título da série, que faz com que a história do personagem se conduza de uma maneira surpreendente, cativante e imersiva. Vale cada segundo de jogatina!

O segundo grande título de RPG para Xbox 360 é Lost Odyssey, que veio para o console com a tradicional jogabilidade por turnos dos RPGs japoneses. Ao jogar este jogo, o feeling de estar jogando um Final Fantasy pode até surgir, mas fique atento: isso não é coincidência. O criador da poderosa série de RPGs é o responsável por este jogo também, e com ele, nos dá o privilégio de passar por todos os elementos clássicos de um bom RPG neste game. A receita é cumprida perfeitamente: você explora cidades, conversa com diferentes habitantes, acha itens objetos diversos, e também explora diferentes cenários para ser surpreendido por ataques aleatórios e trava batalhas em turnos. Mas a grande diferença neste título é a maneira de evoluir seu personagem. Existem dois grupos, os mortais (que evoluem normalmente) e os imortais, que precisam estar acompanhados de um mortal para poder evoluir, ou seja, uma combinação estratégica bem planejada de personagens mortais e imortais é necessária para se ter uma eficácia na evolução de seus personagens durante o jogo. O game não chega a ser primoroso, mas é digno de horas de gameplay, com toda sua beleza tradicional de um ótimo título de RPG, ainda mais com elementos clássicos como este.

E se falando do criador de Final Fantasy, não podemos deixar de mencionar o outro grande game que ele desenvolveu para este console: Blue Dragon. Este RPG traz uma história interessante, animações cinematográficas e batalhas que irão deixar qualquer gamer copenetrado e com uma empolgação acima do normal. Fãs do gênero podem ficar tranqüilos, pois este título consegue unir tudo o que um bom game japonês representa, e ainda por cima consegue fazer com de uma maneira surpreendente. A enorme quantidade de cenas não-interativas para entender a grande trama proposta pelo game não o torna cansativo e entediante. Muito pelo contrário! Torna a trama ainda mais interessante e faz com que o jogador queira cada vez mais avançar no jogo para desvendar todos os mistérios e superar todos os desafios propostos no jogo. Os combates são definidos em turnos, sendo o grande fator determinando para a ordem dos ataques seja determinado pela skill de agilidade que este possui, além de termos suas habilidades dependendo dos arquétipos presentes no momento da batalha – como guerreiro, guardião, assassino e diversas categorias de mago -, sendo que cada um deles pode ser evoluído, e de acordo com esta evolução temos novas skills e arquétipos disponíveis. Outra grande característica deste game é a quantidade de itens para serem encontrados nos diversos cenários do jogo. Quase tudo é interativo e na maioria das vezes, diversos itens úteis são encontrados no cenário, muitas vezes ajudando o jogador em situações difíceis e improváveis. Este jogo só comprova que a genialidade do criador faz toda a diferença em um game.

Claro que ainda temos títulos como The Last Remnant e Dynasty Warriors nesta categoria que valem a pena serem conferidos, mas aguardem por mais rounds cheios de games e surpresas neste mundo dos RPGs…

Continuando com mais um round de RPGs exclusivos, vamos partir para os que realmente fazem a cabeça dos gamers.

Começaremos pelo PC agora falando de The Witcher. Este RPG medieval, exclusivo para PCs e lançado em 2007 pode ser considerado diferente e intrigante. Apesar de ser um Action RPG, ele não tem uma narrativa cronológica e nem definida, pois ao encarnar a pele do personagem principal, um caçador de monstros, você não tem muito claro quem são os “bandidos” e quem são os “bonzinhos”. Na verdade a sua percepção do game faz com que você decida o que deva fazer e o que você considera do bem ou do mal. A jogabilidade na hora do combate também é peculiar. Para desferir seus ataques, basta clicar no oponente, porém, é necessário esperar que o ataque tenha sido completado para aplicar outro golpe, ou até combos. É importante frisar também que para cada tipo de inimigo uma diferente posição de ataque, para não ser surpreendido ou até mesmo se dar mal em uma batalha. Outra feature interessante do jogo é a possibilidade de customização do personagem principal. Os itens também são muito interessantes e de grande valia para o jogador, que varia desde armas até as poções, importantíssimas para o decorrer do jogo. Para quem tem uma placa de vídeo razoável, The Witcher vale a compra, ainda mais agora, que o lançamento de The Witcher 2 está prometido para este ano ainda.

Outro grande jogo exclusivo de PC que merece ser mencionado é Eschalon: Book I, RPG clássico feito pela Basilisk Games lançado também em 2007. Este game tem por característica ser um RPG tradicional, onde você tem de explorar mapas e calabouços atrás de informações sobre quem você é. Parece clichê? Pois não é. Eschalon: Book I é muito mais do que um simples RPG com elementos tradicionais. Por possuir um enredo não-linear, Eschalon providencia uma liberdade de movimento, onde não há a necessidade de seguir um curso de ação se não quiser, e tendo cada novo elemento descoberto uma determiada relevância dentro do storyline. Para os nostálgicos de plantão é uma excelente pedida, pois o game ressuscita toda a magia e simplicidade dos RPGs originais, atributos que nunca deveriam ter se perdido. E mesmo com toda essa simplicidade proposta pelo jogo, sua jornada não será fácil, pois muitos desafios o esperam e para superá-los será preciso muita estratégia. O sistema de combate é baseado em turnos, onde o jogador pode calcular precisamente as ações realizadas, sem preocupar-se com o tempo. Isso garante que a vitória estará do lado mais organizado e não, necessariamente, do mais forte.

Obviamente que títulos de RPG não faltam para o PC, ainda mais com os MMORPGs. Alguns games que ainda devem ser citados são: o grande Neverwinter Nights, Drakensang: The Dark Eye, Vampire The Masquerade: Bloodlines e Risen. Aguardem pelos próximos rounds com Wii, DS, Xbox 360 e Playstation 3.

Continuando o post anterior, vamos falar agora de grandes exclusivos, muito esperados pelos gamers do mundo inteiro, e que atenderam (ou não) as expectativas dos jogadores ao jogá-las.

Comecemos por Fable II, continuação muito esperada e cultuada para os gamers de Xbox 360. O primeiro título da Lionhead Studios foi um grande sucesso e muito burburinho foi-se criando com relação à seqüência que estava por vir, em Outubro de 2008. No lançamento do jogo, foi confirmado: a Microsoft havia mais uma vez conseguido um grande título de RPG à altura do game anterior. O grande lance deste jogo são os detalhes, claramente explorados pelo fabricante, mesmo que tenhamos uma história repetitiva, um gráfico caricato e uma jogabilidade comum, são eles que fazem a grande diferença nesta parte da série. Outro grande aspecto deste jogo é poder envelhecer, ou seja, viver uma vida inteira tendo as conseqüências de seus atos no presente influenciando sua vida no futuro. Fable II vale as horas de jogo e vale muito mais devido à confirmação do terceiro episódio da franquia para este ano, que promete continuar a história seguindo a mesma receita majestosa.

Não podemos deixar de mencionar também Dragon Quest, popular franquia de RPG no Oriente que deu as caras no Wii com o título Dragon Quest Swords: The Masked Queen and the Tower of Mirrors. O título não surpreendeu muito os gamers em geral por não ter um foco grande em RPG, e sim na ação do game. Com elementos clássicos do gênero, como alianças, compra e venda de itens, NPCs e um grande castelo, o game tenta criar um enredo envolvente com uma jogabilidade básica e não muito desafiante, o que pode ser tomado como proposital para a iniciação de outros jogadores ao gênero ou então como uma premissa para uma possível conversão do gênero de RPG para Action. A jogabilidade com o Wiimote poderia ter sido melhor explorada, uma vez que só é possível de movimentar em linha reta no jogo, tendo que desferir golpes contra monstros de uma maneira muito mais complicada e tendo que utilizar um menu para a escolha das magias. De qualquer maneira, Dragon Quest Swords não desaponta completamente, pois ainda é um título que merece respeito de todos os jogadores, mas poderia ter sido melhor desenvolvido para fazer jus à grande série de RPGs que ele representa.

Do lado da Sony, temos Valkyria Chronicles, que surpreendeu a todos pela sua bela história, personagens marcantes e excelente gráficos. A história deste RPG se passa em uma realidade alternativa, ou seja, os fatos marcantes da história mundial aconteceram de uma maneira diferente, e você é colocado neste cenário com os personagens principais e um grande objetivo. As fases são bem divididas, o trabalho gráfico feito é estonteante, de uma maneira que o 3D parece ter sido pintado à tinta, dando um efeito muito bonito e charmoso para o game. A jogabilidade é interessante, se baseando ao clássico sistema de turnos de RPGs, porém com muita variedade, uma vez que você tem ao seu dispor diferentes unidades de combate, sendo necessário adotar a estratégia correta para um determinado tipo de inimigo. Este belíssimo jogo é um must have e irá te surpreender por possuir tantas possibilidades durante apenas uma batalha. A riqueza de opções é o que torna este RPG intrigante e digno de uma menção honrosa.

Pelo fato de termos muitos títulos exclusivos interessantes, apenas três foram mencionados neste post. Ainda teremos mais um dando continuidade aos exclusivos desta nova geração. Aguardem…

Toda geração de console tem seus concorrentes, e esta não é diferente. Playstation 3 e Xbox 360 fazem uma briga boa para terem mais jogadores, e cabe então aos títulos exclusivos ajudarem os meros mortais a escolherem seu console.

Por um lado temos o Xbox 360 da Microsoft, lançado em 2005, com uma lista enorme de exclusivos, incluindo as grandes franquias Halo e Gears of War. Que Halo é um sucesso, nem precisamos dizer… O jogo “Halo 3″ se tornou oficialmente um fenômeno mundial, arrecadando mais de US$ 300 milhões na primeira semana de vendas. O jogo foi lançado mundialmente no dia 25 de Setembro de 2007 e é o jogo vendido mais rapidamente até hoje. Ele já é uma das propriedades mais bem-sucedidas da indústria do entretenimento mundial. A Microsoft, aproveitando que sua franquia Halo é extremamente lucrativa, lançou até um modelo especial do console com o jogo Halo 3 incluso e um acabamento temático do jogo, o “Xbox 360 Halo 3 Special Edition”. Suas vendas foram dentro do esperado pela empresa, e impulsionou ainda mais a popularidade do console, que ao contrário de seu grande concorrente, teve lançamento oficial no Brasil.

Na mesma linha segue outro super exclusivo do console da Microsoft, a franquia Gears of War, que teve seu segundo jogo também como um sucesso de vendas, conseguindo vender cerca de 2.1 milhões de unidades apenas no primeiro dia. Outros títulos exclusivos que merecem destaque são: Blue Dragon, Lost Odissey, Crackdown, Forza 2, PGR 4, Kameo, Ninja Gaiden 2, Tales of Vesperia, Banjo-Kazooie e Saints Row.

Do outro lado temos o Playstation 3 da Sony, que apesar de ter sido lançado um ano depois do que seu concorrente, hoje em dia faz uma bela afronta aos seus títulos exclusivos. O ápice é sem sombra de dúvidas Metal Gear Solid 4, que além de alcançar o impressionante número de 1 milhão e trezentas mil unidades vendidas em todo o mundo apenas no primeiro dia ainda dobrou as vendas do Playstation 3 em junho de 2008. A Sony aproveitou este impulso de vendas e disponibilizou uma edição limitada do console com o jogo Metal Gear Solid 4.

Outros dois jogos que merecem destaque no quesito exclusivo são Uncharted: Drake’s Fortune e LittleBigPlanet, ambos top de vendas do console. O primeiro foi um sucesso tão grande que já teve sua continuação anunciada, Uncharted 2: Among Thieves, e também teve um pacote especial do console lançado juntamente com este título, o “160GB Playstation 3 Uncharted Bundle”. Já LittleBigPlanet é um destaque por sua forma inusitada de “ser” game. LittleBigPlanet, assim como a maioria dos games de última geração, possui dois modos de jogo, o online e o off-line. No mundo off-line, o jogador deve completar um número de desafios, procurando itens e passando por cenários inusitados. Já a versão online oferece uma experiência totalmente diferente. As missões, mapas, movimentos, inteligência artificial e recompensas são criadas e gerenciadas pelos jogadores. O game oferece todas as ferramentas para que a criação de tudo seja simples e divertida. E por ser assim, ele também se tornou um exclusivo “must-have”. Outros exclusivos que valem a pena serem citados aqui incluem: Grand Turismo 5: Prologue, Killzone 2, Warhawk, Folklore e Heavenly Sword.

Em suma, os dois são gigantes do entretenimento e possuem excelentes exclusivos que fazem com que qualquer um queira jogá-los. Basta você ver qual você se identifica mais e qual trará uma maior diversão para você, se é que os dois juntos não fariam uma excelente combinação!