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Que o jogo The Sims é um sucesso, ninguém questiona. Com uma longa história de sucesso de vendas e de público abrangente, a Eletronic Arts resolveu entrar em uma tendência de mercado e criou o The Sims Social, jogo social para Facebook que tem uma proposta parecida com os jogos originais, porém desta vez com uma integração maior entre os contatos da rede social.

E assim começou a febre The Sims Social. Hoje, é difícil não ter no mínimo dez pessoas da sua lista de contatos de Facebook jogando o jogo, e mais, mandando solicitações o dia inteiro. Mas por que todo mundo ficou tão viciado de uma hora para outra? Simples.

Primeiro pela proposta do jogo. Ele permite você interagir com seus contatos, visitando a casa de seus amigos e escolhendo se você quer ser amigos ou inimigos. E mais, ele permite que você tenha relacionamentos amorosos dentro do jogo. Tá certo, você já viu isso em outros jogos online. Mas não desta forma dentro do Facebook. Com animações interessantes e uma jogabilidade fácil, The Sims Social tem tudo para ser (se já não for) uma grande febre de jogos sociais.

As quests apresentadas ao jogador variam entre coisas fáceis de se fazer, com itens difíceis de se conseguir, e a interação com seus amigos é altamente incentivada, podendo ganhar itens especiais e mais energia à maneira que você os visita. Por todas as features que o jogo apresenta, podemos dizer que ele é de uma forma, leve, podendo rodar em diversos computadores.

Será a evolução dos jogos sociais? O que antes era apenas enviar e receber gifts, agora se dá com uma interação massiva com avatares de seus amigos. Interessante seria se The Sims Social fosse real time e mostrasse as coisas que você está fazendo com seus amigos para eles, caso eles estivessem jogando ao mesmo tempo.

Ainda há muito mais por vir. Acredito que The Sims Social apenas abriu mais uma porta, mostrando que a os jogos sociais ainda vão render por um bom tempo, passando por evoluções e adaptações para sempre estar mostrando aquele diferencial e mais interação entre os contatos da rede social, pois obviamente, no final você está dentro de uma rede social. E aí? Qual é o próximo passo para uma evolução dos jogos sociais?

Sabe quando você comprou aquele jogo, finalizou e agora você não vê mais graça em jogá-lo novamente? Bem, é partindo deste princípio que o Projeto Gamutar foi desenvolvido. Ele serve para realizar a troca de games que você não queira mais com seus contatos em redes sociais, como Facebook, Orkut e MySpace.

“O Gamutar é um aplicativo social criado para troca de jogos com seus amigos de maneira rápida, segura e principalmente confiável, nas diversas redes sociais disponíveis.
Gamutar é um novo conceito de troca pela web. A intenção é ampliar o conceito de “troca” e a amplitude de seu alcance. Ser o ponto de referência para otimizar e efetuar trocas de diversos tipos de jogos entre usuários de redes sociais.”, disse Jan Souza, um dos idealizadores do projeto.

Para começar a trocar basta fazer seu login na sua rede social preferida e acessar o Gamutar. O primeiro passo é cadastrar seus jogos. Eles serão utilizados nas suas trocas. Após o cadastro você poderá pesquisar jogos de seu interesse. Esta pesquisa pode ser feita em toda a sua rede social, verificando os jogos de seus amigos ou procurando jogos de outros usuários do Gamutar.

Depois que o jogo é encontrado, é possível fazer uma oferta de troca. Você tem total liberdade para isso! Ofereça outro jogo ou até mesmo um valor em dinheiro que julgue apropriado. Ao realizar uma oferta de troca, o Gamutar envia uma mensagem para o destinatário contendo a solicitação de troca. Se a proposta for aceita, dados de contato do solicitante serão enviados para que a troca seja finalizada. Toda a negociação é tratada diretamente entre as partes. Você e seus amigos decidem como vão realizar a troca de jogos.

Com o Gamutar é possível cadastrar uma lista de desejos com todos os jogos que você tem interesse. Desta forma, o Gamutar irá avisar automaticamente quando algum usuário disponibilizar o mesmo jogo para troca. Após finalização de uma negociação, o usuário que participou da troca pode registrar uma avaliação; oferecendo mais segurança para futuras trocas.

Para mais informações visite o site do projeto:
http://www.gamutar.com.br/comofunciona
http://www.gamutar.com.br/sobre

E boas trocas!

Nesta semana aconteceu na Anhembi Morumbi o IV Congresso Internacional da ABES, Associação Brasileira de Estudos Semióticos. Diversas palestras sobre tecnologia aconteceram, tendo várias mesas temáticas que discutiram o assunto também.

Nas sessões de comunicação, eu apresentei um trabalho sobre Interações e produção de sentido nos casual games do Facebook: novos modos de convencimento e estar junto na era global, falando um pouco sobre os Regimes de Interação do jogador, a Experiência do Usuário e a Troca de Papéis do Sujeito.

Colocarei aqui o resumo do artigo que será publicado em breve para quem quer se aperfeiçoar mais em estudos mais avançados de games. O artigo na íntegra será disponibilzado em breve.

Com a popularização das redes sociais via web na sociedade moderna e a criação de aplicativos web 2.0 na maioria dos sites da Internet, um novo estilo de se comunicar e de se conectar com seus contatos digitais se popularizou na grande rede: os casual games. Grandes redes de contatos sociais, a exemplo do Facebook, investiram em uma nova maneira de conectar as pessoas com seus amigos e conhecidos, implementando jogos casuais nos quais os jogadores vão assumir o papel de um actante, e criar uma narrativa dentro destes jogos que dependem da cooperação dos contatos de sua rede social digital para poder cumprir certos objetivos propostos nestes jogos.

Leia o resumo completo aqui.

Veja os slides da apresentação abaixo:

FarmvilleQuando nos deparamos com redes sociais, o principal objetivo é criar seu perfil e iniciar seu networking, ou seja, sua rede de contatos sociais online. Existem diversos motivos para se ter um perfil social online, e muitos deles têm suas expectativas atingidas. Porém, podemos perceber que a rede social do Facebook, que já era muito popular nos Estados Unidos em 2005 sendo apenas restrita a undergraduates nesta época, deu uma turbinada em seu número de membros a partir do momento que os jogos criados pela empresa Zynga deu uma enorme popularizada na ferramenta.

Os “joguinhos” de Facebook são hoje em dia muito populares, e são responsáveis por grande parte da jogatina de pessoas do mundo inteiro. Quem nunca ouviu falar de Farmville, Mafia Wars, Café World, Vampire Wars, Yoville, etc? Acho que a grande minoria que possui perfil social ainda não conhece estes nomes. Inclusive pessoas que não possuem um perfil no Facebook, de tanto ouvir falar destes mini-games acabam criando suas contas para poder participar também.

A grande jogada dos games de Facebook, agora contanto também com a participação da Eletronic Arts com uma versão de Spore criada especialmente para ele, é você criar seu avatar e evoluí-lo, seja na sua fazenda ou na sua máfia. Quanto mais pessoas você tiver na sua lista social dentro do jogo, muitas vezes chamados de “neighbours”, mais pontos você acumula, consequentemente dando um upgrade no seu próprio perfil.

Este conceito de networking dentro de um jogo traz uma leve semelhança às guildas de jogos online, fazendo com que quanto mais amigos você tiver jogando o mesmo jogo, melhor para ambos. Mas porque estes jogos são tão viciantes?

Simples. A grande maioria é feita em Flash, plataforma leve que roda em quase todos os computadores via web. Os jogos possuem uma temática simples, onde o que importa é fazer suas “tarefas” para administrar seus recursos. E o melhor de tudo, quase todos os jogos tem uma contagem em tempo real para acontecer, ou seja, se você colocar uma pizza para ser cozida, ela demorará cinco horas reais para ficar pronta, portanto você só poderar interagir servindo sua comida para arrecadar dinheiro e expandir seu café se você esperar ela ficar pronta.

Com este mecanismo de ter o tempo real, qualquer pessoa pode jogar, basta apenas programar-se para colher os frutos ou iniciar uma guerra na máfia no horário que você está disponível. É uma grande sacada destes jogos, pois todos podem deixar de jogar e ir para a escola, para o trabalho, faculdade… E depois, é só voltar que ele estará lá, com mais dinheiro, mais evoluído, com mais energia e cheio de frutos para colher. O fato destes jogos também não terem um “save game” faz com que eles sempre estejam ligados, acontecendo simultaneamente com qualquer outra coisa que você esteja ou não fazendo no computador.

Seria os jogos de redes sociais um novo conceito de mercado de games?