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Acho que a pergunta mais comum que é feita por todos aqueles que têm o interesse em ingressar no mercado de games e trabalhar na área é: COMO? Na verdade, essa pergunta tem uma série de respostas, e o caminho tem uma série de alternativas até você chegar no seu objetivo, por isso, vamos ver alguns deles e o que você pode fazer para alcançar essa meta.

Antes de mais nada, vem o conhecimento. Saber fazer o que você quer fazer é importante! Fazer cursos de especialização, dedicar-se na graduação ou na pós, ler sobre o assunto, praticar e estudar é sempre o primeiro passo. E quanto mais, melhor! Sempre existe algo que você ainda não sabe, ou não aprendeu, ou inclusive pode melhorar, portanto, para ser um profissional diferenciado na indústria de games, assim como qualquer outra, vale a pena investir algumas horas do seu tempo em estar sempre se aprimorando.

Dependendo do que você for seguir, é sempre legal estar trocando figurinhas com quem já está na área, ou então, com pessoas que também estão querendo entrar com você. Como a indústria de games no Brasil ainda está engatinhando, quanto mais gente se unir, melhor. A evolução de um bom profissional tem que começar com ele, mas ter várias pessoas remando junto com você, com certeza faz o caminho mais rápido (e por que não mais divertido?!).

Acho que depois de buscar o conhecimento, é preciso também mostrar o que você sabe para todos. Um portfolio sempre é essencial para qualquer pessoa que queira entrar na área, pois as empresas quando vão contratar, querem ver o que você já fez, e tentar imaginar até onde você pode chegar. Obviamente que não estamos falando de colocar linhas de código em um blog sem mostrar o resultado final! Mas projetos feitos em conjunto, um log de todos os estudos aplicados e um espaço para demonstrar bibliotecas criadas é sempre muito bem visto por quem contrata. Aos que fazem arte, nada mais do que colocá-la na web. É sempre muito bom poder ver estudos e imagens desenvolvidas pelos interessados. Vale a pena ressaltar que existem diferenças em desenvolvimento de arte para games, variando entre jogos web, mobile, console, etc. Por isso, aquele artista que souber se adaptar para todas as plataformas, sai na frente.

Depois, vale a insistência. Mandar currículos para as empresas de games, e estar antenado nas vagas que abrem é fundamental. Oportunidades sempre aparecem, e vale a pena arriscar! É importante ressaltar uma coisa: todos temos idéias. Todos sabemos o que queremos fazer, mas às vezes nos precipitamos ou então desistimos antes do tempo. Temos que saber o momento certo de desenvolvermos nossas preciosas idéias, e saber também o momento em que nós estamos preparados e com o conhecimento para podermos atingir o nível que nossas idéias merecem. Se é o jogo da sua vida que você quer fazer, pense se está pronto para fazê-lo. Caso contrário, guarde sua idéia preciosa e desenvolva no tempo certo! Aí sim, ganhe dinheiro! :D

Acredito que quase todos que lêem o Planeta Gamer já está sabendo sobre o projeto Empresas Brasileiras. Se ainda não ouviram falar dele, neste link pode-se saber mais sobre.

Com 18 empresas já oficialmente participando do projeto e 10 sites/blogs divulgando o mesmo, conseguimos crescer bastante nesses dois meses de existência. O que venho anunciar então é a segunda parte do projeto.

Uma parceria com o projeto Desenvolvedores pelo Brasil da Indie Games Brasil pretendemos criar um banco de dados para profissionais que queiram entrar na área e trabalhar com desenvolvimento de jogos digitais. Isso será feito com o propósito de aproximar você, que quer entrar na área, com a empresa que já está no projeto Empresas Brasileiras. O intuito é agilizar o processo de captação de profissionais, e também de integração de desenvolvedores, para quem sabe, criar sua própria empresa.

Confira novamente a página do Empresas Brasileiras para descobrir como participar e deixar seu contato. Agora, se você já trabalha em uma empresa de jogos, cadastre-a no projeto e comece a apoiar esta causa. O que temos a ganhar é muito com essa exposição de nossos trabalhos e talentos para o mercado brasileiro e internacional.

Vale frisar também que temos já uma parceria com o site Cultura Nerd, e que a novidade que vem dessa parceria será mais bombástica ainda! Aguardem…

Todo gamer que se preze sabe muito bem que os preços para se comprar um jogo original são exponencialmente absurdos. Claro que todos nós gostamos de ter o jogo em si, lacrado, em perfeito estado, pronto para ser utilizado, seja no PC ou nos consoles. Devido ao alto imposto colocado pelo nosso governo, muitas pessoas não têm conseguido manter o alto nível monetário necessário para se manter como um consumidor assíduo de games e parte para a pirataria, ou até mesmo acaba desistindo dos videogames.

Todos sabemos que a pirataria não leva a lugar algum, e que se algum dia nós, amantes da indústria de games, formos trabalhar na área, teremos de ser completamente contra o contrabando e a pirataria dos games que fizermos. A sustentação do crime através da compra do não-original está cada vez mais popular com o destravamento dos consoles e dos crack-keys dos DVDs e CDs de jogos de computador. Mas existe uma saída? A resposta é sim.

Graças ao determinado e destemido Moacyr Alves, o projeto Jogo Justo está sendo colocado em prática. Mas o que é este projeto? “O Jogo Justo visa reduzir os impostos nos games importados, tornando-os mais acessíveis e assim, combatendo diretamente a pirataria no País, abrindo mais interesses nesse setor e também frentes de trabalho nessa área, ainda pouco explorada”.

A proposta é extremamente interessante, e consegue satisfazer todas as necessidades da comunidade gamer no país, dando uma maior visibilidade para o setor dos games e aumentando a indústria do mesmo no país. É um sonho de todos nós que está com grandes chances de se realizar muito em breve!

O projeto já ganhou grandes proporções, já tendo sido divulgado na Jovem Pan em uma entrevista dada no dia 04 de Junho, através de uma pesquisa sobre o perfil do gamer (que você pode responder aqui) e também pelo podcast de divulgação do projeto (que você pode ouvir aqui). Acho que é do interesse de todos que jogam apoiar esta causa e lutar junto para uma realidade melhor tanto para vendedores quanto para consumidores dos games. O Planeta Gamer apóia esta causa. Todos estão convidados a apoiar também!

No Brasil, para se trabalhar com games é recomendado dois segmentos: os mobiles e os advergames. Claro que existem outros segmentos, como os jogos educativos, mas os dois primeiros são os mais populares no mercado hoje em dia. Mas o que são realmente os advergames?

Como podemos ver, é a união de duas palavras: advertisement, que significa publicidade, e game. Os advergames podem ser divididos em três categorias. A primeira, mais comum no Brasil, é a que temos jogos implementados nos sites das empresas, ou em sites criados especificamente para esta campanha publicitária, que fazem com que os usuários fiquem mais tempo no site. Quanto mais tempo o usuário permanecer no site, mais tempo a mensagem da empresa vai ficar visível para ele. Os jogos podem ou não ser relacionados ao produto. A segunda categoria pode ser chamada de publicidade dentro do jogo, na qual o produto ou um anúncio para o produto faz parte do jogo. Por exemplo, os outdoors ou banners presentes em jogos de esportes em geral. A terceira categoria já é o game em si, feito para ser jogado em computadores ou videogames, mas a diferença básica é que os jogos são desenvolvidos por uma razão específica. Podemos citar aqui o clássico exemplo do “America’s Army”, que foi patrocinado pelo Exército dos EUA numa campanha para aumentar o recrutamento de novos soldados.

Os advergames normalmente são destinados a um público mais jovem, que possuem uma vasta experiência com tecnologia, internet e games. Muitas vezes, os jovens estão jogando um advergame e nem percebem (caso dos games de personagens de desenho animado ou de algum produto relacionado com este público), o que realmente é a intenção da empresa criadora do produto: ter sua marca vinculada excessivamente de uma maneira que seja sutil para o cliente.

Os custos para o desenvolvimento de um advergame varia. Grandes desenvolvedores podem cobrar até R$1 milhão por um advergame. Entretanto, muitas empresas menores cobram em torno de R$ 10 mil a R$ 100 mil, dependendo do nível de personalização e do fato de o jogo basear-se ou não em um já existente, como uma adaptação do Tetris para o produto desejado. O tempo de desenvolvimento do game também apresenta variáveis, dependendo de fatores essenciais, como a complexidade e o nível de personalização do jogo. Um jogo completamente novo, que exija um roteiro exclusivo, pode levar de 12 a 18 meses para ser desenvolvido, enquanto advergames mais simples podem ser feitos em poucos meses, dependendo do desenvolvedor e de sua equipe.

Para se criar um advergame de sucesso, são necessárias duas coisas: desenvolvedores experientes e criativos e uma propaganda divertida e dinâmica. Esses dois fatores auxiliam a garantia de que você poderá ter um jogo não apenas irresistível e divertido de jogar, mas também que incorpore efetivamente o produto e a sua mensagem publicitária garantindo então uma publicidade eficaz no para o nicho escolhido de mercado.

O impressionante crescimento dos advergames na indústria publicitária só nos faz crer que este segmento irá continuar a evoluir, uma vez que diversas empresas estão descobrindo sua eficácia na memorização da marca. Fator que deve ser comemorado principalmente por pequenos desenvolvedores de games, que podem abraçar este mercado e investir na criação de diversas campanhas publicitárias pequenas, até conseguirem pegar o tão sonhado “grande projeto”. Fica aí a dica para quem quer começar nesta área.

Todos nós buscamos jogar jogos dos grandes estúdios internacionais, e também procuramos sempre a perfeição alcançada por alguns jogos produzidos lá fora. Mas e aqui? O Brasil está começando a aparecer no mundo dos games, e felizmente podemos perceber que ele está cumprindo seu papel satisfatoriamente!

De acordo com alguns índices da Abragames (Associação Brasileira de Games), mais de 40% da produção nacional de software para games são exportados, e 100% do hardware ficam aqui no Brasil. E nossos maiores clientes são justamente a Alemanha e os Estados Unidos. Outra fator interessante é a quantidade de empregos que o setor de games gera: 560 empregos. Embora o número seja reduzido comparando com outras indústrias, mas a renda de um profissional de games no Brasil pode chegar a R$ 160 mil/ano. Nada mal, não é mesmo?

Mas que tipo de games são os mais produzidos por aqui? Bom, a maioria das empresas trabalham com games educativos, para treinamento corporativo, e principalmente com os Advergames, ou seja, games para publicidade. Diversas empresas estão entrando para este ramo de advertising e a demanda está cada dia maior.

Então o que está faltando para deslancharmos de vez no mercado internacional? Incentivo e iniciativa. De acordo com o presidente da Abragames, a indústria ainda precisa de apoio governamental. E também precisamos da criação de novas empresas e de novos talentos que tenham a coragem de entrar neste mercado, talvez tendo até que iniciar sem um ganho monetário nos projetos, mas visando no futuro um reconhecimento pelos trabalhos feitos.