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Que o jogo The Sims é um sucesso, ninguém questiona. Com uma longa história de sucesso de vendas e de público abrangente, a Eletronic Arts resolveu entrar em uma tendência de mercado e criou o The Sims Social, jogo social para Facebook que tem uma proposta parecida com os jogos originais, porém desta vez com uma integração maior entre os contatos da rede social.

E assim começou a febre The Sims Social. Hoje, é difícil não ter no mínimo dez pessoas da sua lista de contatos de Facebook jogando o jogo, e mais, mandando solicitações o dia inteiro. Mas por que todo mundo ficou tão viciado de uma hora para outra? Simples.

Primeiro pela proposta do jogo. Ele permite você interagir com seus contatos, visitando a casa de seus amigos e escolhendo se você quer ser amigos ou inimigos. E mais, ele permite que você tenha relacionamentos amorosos dentro do jogo. Tá certo, você já viu isso em outros jogos online. Mas não desta forma dentro do Facebook. Com animações interessantes e uma jogabilidade fácil, The Sims Social tem tudo para ser (se já não for) uma grande febre de jogos sociais.

As quests apresentadas ao jogador variam entre coisas fáceis de se fazer, com itens difíceis de se conseguir, e a interação com seus amigos é altamente incentivada, podendo ganhar itens especiais e mais energia à maneira que você os visita. Por todas as features que o jogo apresenta, podemos dizer que ele é de uma forma, leve, podendo rodar em diversos computadores.

Será a evolução dos jogos sociais? O que antes era apenas enviar e receber gifts, agora se dá com uma interação massiva com avatares de seus amigos. Interessante seria se The Sims Social fosse real time e mostrasse as coisas que você está fazendo com seus amigos para eles, caso eles estivessem jogando ao mesmo tempo.

Ainda há muito mais por vir. Acredito que The Sims Social apenas abriu mais uma porta, mostrando que a os jogos sociais ainda vão render por um bom tempo, passando por evoluções e adaptações para sempre estar mostrando aquele diferencial e mais interação entre os contatos da rede social, pois obviamente, no final você está dentro de uma rede social. E aí? Qual é o próximo passo para uma evolução dos jogos sociais?

Nesta maratona de posts sobre RPG, já falamos de vários grandes títulos de diversas plataformas. Vamos agora partir para mais uma delas com o lado negro da Força: o Playstation 3.

Começaremos então com Demon’s Souls, jogo exclusivo para a plataforma Sony, que veio para o mercado com a proposta de ser um um dos games mais difíceis que uma pessoa poderia jogar. Parece um tanto ambicioso, não? Pois bem, Demon’s Souls consegue ser um título memorável e é sim, extremamente difícil e longo. Difícil pois os desafios são complexos, e cada pequeno deslize durante o game pode ser punido de uma maneira severa, como perder tudo o que foi-se conquistado até agora. Mas nem por isso os gamers de plantão deixam de jogá-lo. Demon’s Souls é cativante, com uma premissa online muito bem explorada e com um mundo imenso para ser explorado. Mas o grande lance deste game é a satisfação de superar os inúmeros (e quase impossíveis) desafios propostos durante a evolução do seu personagem, este que deve ser criado do zero para começar a jogar. A possibilidade de poder cooperar entre seus amigos online durante o jogo é também muito interessante, pois pode tornar tarefas quase impossíveis mais interessantes e conseqüentemente mais fáceis. Apesar de ser um game de origem asiática, este RPG não tem sua jogabilidade em turnos, apresentando uma mecânica de Action RPG para suas batalhas. A diversidade de ataques e de movimentos possíveis com seu personagem também torna tudo mais interessante, e necessário, uma vez que para se dar bem no jogo é de suma importância que haja um domínio extenso de todas as habilidades e movimentos de seu personagem. E é por essas e muitas outras que Demon’s Souls se torna um título obrigatório para todo adepto do console da Sony disposto a elevar suas habilidades com o console a um nível mais alto.

Não podemos deixar de falar também o bom jogo Folklore. Este título, lançado em 2007, foi um dos primeiros RPGs para a plataforma da Sony. O que este grande jogo promete para o jogador são elementos diferentes daqueles tradicionais de um bom RPG, mas nem por isso Folklore não se encaixa em um dos títulos que merecem ser tratados com respeito. Este game trata de assuntos sérios e misteriosos e a abordagem feita pelo enredo do mundo dos vivos e do mundo dos mortos é intrigaste. A direção de arte do jogo é de dar brilho nos olhos, pois os detalhes e a riqueza de elementos foram tratados com muita seriedade na produção, e são um dos pontos fortes do game, juntamente com o enredo. Neste game, tudo se alterna entre dois mundos e dois personagens, onde o ponto de vista de cada um com os fatos decorrentes da história ajuda o jogador a resolver todos os mistérios propostos pela trama, ou seja, um complementa o outro. O fato de ter de se jogar tudo com os dois personagens pode parecer cansativo, mas observar a diferença em atitudes e pontos de vista faz com que tudo se torne mais interessante. Folklore é um jogo com uma temática séria e requer uma atenção, pois apesar dos gráficos coloridos, o jogo não foi feito para crianças, e sim para gamers que querem descobrir algo diferente e desafiador, como a percepção da morte por diferentes pontos de vista.

Um outro RPG que deve ser lembrado é White Knight Chronicles, que já foi mencionado aqui no Planeta Gamer anteriormente. Para saber mais deste título, clique aqui e leia o que falei deste game tempos atrás.

Fiquem no aguardo que ainda teremos muito mais para vir sobre este grande universo dos RPGs.

Todos nós buscamos jogar jogos dos grandes estúdios internacionais, e também procuramos sempre a perfeição alcançada por alguns jogos produzidos lá fora. Mas e aqui? O Brasil está começando a aparecer no mundo dos games, e felizmente podemos perceber que ele está cumprindo seu papel satisfatoriamente!

De acordo com alguns índices da Abragames (Associação Brasileira de Games), mais de 40% da produção nacional de software para games são exportados, e 100% do hardware ficam aqui no Brasil. E nossos maiores clientes são justamente a Alemanha e os Estados Unidos. Outra fator interessante é a quantidade de empregos que o setor de games gera: 560 empregos. Embora o número seja reduzido comparando com outras indústrias, mas a renda de um profissional de games no Brasil pode chegar a R$ 160 mil/ano. Nada mal, não é mesmo?

Mas que tipo de games são os mais produzidos por aqui? Bom, a maioria das empresas trabalham com games educativos, para treinamento corporativo, e principalmente com os Advergames, ou seja, games para publicidade. Diversas empresas estão entrando para este ramo de advertising e a demanda está cada dia maior.

Então o que está faltando para deslancharmos de vez no mercado internacional? Incentivo e iniciativa. De acordo com o presidente da Abragames, a indústria ainda precisa de apoio governamental. E também precisamos da criação de novas empresas e de novos talentos que tenham a coragem de entrar neste mercado, talvez tendo até que iniciar sem um ganho monetário nos projetos, mas visando no futuro um reconhecimento pelos trabalhos feitos.

Unreal EngineMuitos de nós já ouvimos falar das engines de games e do realismo que elas oferecem a nós, jogadores, quando estamos imersos em fases de nossos jogos favoritos. Mas o que é realmente uma engine? Bom, engine vem do inglês e significa motor. O que podemos concluir logo de início é que é algo que fica rodando no fundo do jogo para termos ele funcionando sempre. Uma das definições que podemos dar realmente para engine de games é: um programa de computador e/ou conjunto de bibliotecas, para simplificar e abstrair o desenvolvimento de jogos ou outras aplicações com gráficos em tempo real, para videogames e computadores rodando sistemas operacionais.

Temos diferentes tipos de engines, sendo que algumas servem para se fazer um jogo completo nela mesma ou então temos outras que servem apenas para animações ou outras interações dentro do jogo. Mas vamos primeiro falar do que é possível para nós, meros jogadores e fãs de jogos, sem nos desvirtuarmos para coisas que ainda não estão no nosso alcance! Se formos começar por engines gratuitas que podemos fazer o download agora mesmo e começar a brincar, temos algumas opções bem interessantes.

A primeira delas é a NeoAxis, uma engine de criação de games super simplificada, com controles facilitados para quem nunca nem pensou em brincar com uma engine. Nela é possível criar diferentes fases com o coelhinho (personagem padrão da engine) mas se você decidir ir mais afundo e souber um pouco de modelagem, você pode importar seu personagem para dentro da engine e fazer seu jogo com ele. Caso você queira saber mais sobre essa engine, acesse o site oficial.

Claro que a engine NeoAxis é bem simplória em termos de visual. Se você estiver procurando aquela água com movimentos animados e paisagens diversas, então é melhor optar pela Unity. Nela é possível fazer jogos por inteiro também e seu visual é impressionante. É de fácil interação também e possui algumas opções a mais do que a NeoAxis pode oferecer, porém é preciso um pouco mais de habilidade na área para fazer um bom trabalho com ela. Nada mais do que algumas horinhas para se acostumar com sua interface e já conseguir montar seu game. Esta engine oferece muito mais elementos em sua biblioteca, mas também é possível importar objetos de sua própria criação para ela, mas alguns cuidados devem ser tomados na hora de exportar para ela. Se quiser conferir esta engine, basta acessar o site da Unity 3D.

Ainda no patamar de licensas gratuitas, temos uma grande novidade que é a liberação da famosa e aclamada engine Unreal. O Unreal Developer’s Kit está disponível gratuitamente para pessoas que queriam estudar a ferramenta e criar coisas não comerciais. Como todos já devem ter ouvido falar, a engine Unreal é a responsável por grandes títulos como Gears of War, Unreal Tournament, BioShock, Borderlands, e muitos outros. Obviamente que para se fazer um jogo desta magnitude é preciso tempo, experiência, uma equipe muito qualificada e dinheiro. Mas o Developer’s Kit promete ser muito intuitivo e apetitoso de se trabalhar. E quem não gostaria de aprender a ferramenta que estes jogos foram produzidos? Se você já está se sentindo empolgado para utilizar esta ferramenta, segue o link para o download do Unreal Developer’s Kit. Faça bom proveito! Se quiser ler um pouco mais sobre a engine, clique aqui que você será redirecionado ao site oficial.

Existem ainda centenas de engines gratuitas que valeria a pena citar aqui, mas como eu levaria provavelmente o mês inteiro para falar delas, vou finalizar com a engine Havok, utilizada em muitos games de consoles de última geração e de jogos para PCs e afins… Havok é uma engine de física que faz com que o realismo das ações dos personagens, das animações dos elementos presentes na fase do jogo e tudo o que acontece na fase seja impressionante. Havok está presente em títulos como Assassin’s Creed 1 e 2, Dead Space, Fallout 3, Halo 2, 3 e ODST, Killzone 2, Uncharted 2 e muitos outros títulos. O fato desta engine ser uma de uso constante profissionalmente faz com que ela seja muito reconhecida no mercado. Então porque não começar a estudá-la agora? Tudo bem, aqui vai o link para vocês mergulharem de cabeça nela. Notem que ela apenas distribui uma licensa para degustação, não sendo toda a magia completa. Mas já é um começo, certo?

Acho que depois de todas essas dicas, se vocês não estiverem com suas mãos coçando para explorar estas engines, ou pelo menos com uma certa curiosidade aguçada, esqueçam a área de games e fiquem apenas jogando mesmo. Mas se vocês se interessaram e vão com certeza fazer o download de pelo menos uma delas, vá em frente! Explore o máximo que puder e sempre tente produzir algo que seja seu. Boa exploração!

O Programador de Games

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Programador de GamesTemos aqui uma entrevista concedida pelo professor de programação da PUC-SP, Eduardo Gomes, dando algumas dicas para quem quer seguir na área de Programação para games. Confira a entrevista:

1) Na sua opinião, existe algum pré-requisito para quem quer seguir carreira nos games?
Por se tratar de uma atividade multidisciplinar, pois exige que o profissional tenha conhecimentos em diferentes áreas como Roteiro, Desenho, Áudio e Programação (para citar apenas 4), o profissional dever ter gosto pelo conhecimento, pela cultura, sem esquecer que ele, sendo um profissional de games, deve enteder também de todos os aspectos técnicos do seu desenvolvimento.

2) Para programar em Games, existe alguma linguagem que seja melhor que a outra?
Vamos diferenciar aqui Linguagem de Programação e Engine de Games. Engine de Games existem milhares (talvez milhões), cada um com seu propósito, algumas mais genéricas outras mais específicas como os modificadores. Cada uma das engines pode possuir uma ou mais liguagens de programação, compilável ou interpretada e utilizando os mais diversos paradigmas de programação (Orienta a Objeto, Orientada a Evento, etc).
Porém a grande maioria das Engines são desenvolvida em linguagem C++, e mais recentemente em C# ou Java, sendo que, dessa forma a maioria das linguagens das Engines acabam sendo uma extensão de C++, C# ou Java.

3) Qual seria a linguagem mais fácil para iniciar na carreira de programador?
Como a maioria das Engines são desenvolvida em Liguagem C++, C# ou Java, eu recomendaria o ingressante nesta área a aprender C++ ou C# e sobre tudo, entender o paradigma de Programação Orientada a Objeto (OOP) e as Boas Práticas de Desenvolvimento de Software.Talvez não seja a mais fácil, mas com certeza esse aprendizado não irá gerar um conhecimento que ficará obsoleto.

4) Saber apenas programar já é o suficiente para criar jogos?
Saber programar é ESSENCIAL para criar jogos digitais, devemos lembrar sempre que o produto final é um SOFTWARE, que necessita ser PROGRAMADO para ele existir, Quem “FUGIR” da programação não pode ser considerado um profissional completo de Game, ele pode ser um bom Roteirista para Games, um bom Desginer Gráfico, mas não pode ser considerado um bom profissional de Game. O inverso também é verdadeiro, embora essencial, saber programar, dominar uma ou mais engines e técnicas de programação não é suficiente para criar bom jogos. Conceber um bom argumento para o jogo, a partir do argumento desenvolver o roteiro, caracaterizar os personagens, do seu perfil na narrativa do game até sua concepção gráfica, são atividades que vão bem além da programação.

5) Quais seriam os desafios de pessoas que estão iniciando na área de programação?
Em primeiro lugar dominar as técnicas de programação. Um bom programador depois de alguns anos é capaz de programar em qualquer linguagem desde que ele conheça o paradigma o qual a linguagem foi desenvolvida. Dessa forma a Faculdade ou o Curso que o iniciante for fazer deve ter o foco em ensinar conceitos de uma linguagem de programação, e a linguagem em si apenas como uma ferramenta de realização destes conceitos.
Em um segundo momento, já com certo domínio das técnicas gerais de programação, o profissional deve se especializar em programação para produção de uma determinada classe de software e suas técnicas específicas, como por exemplo a produção de Games.

6) Quem faz Ciências da Computação também consegue seguir carreira nos Games?
Sim é claro. Assim como um Arquiteto poderia entra na área de Games criando cenários e ambientes 3D para jogos. Porém nenhum desses dois profissionais tem a formação completa para o desenvolvimento de Game. Esse profissionais não dominam todo o processo copmleto de desenvolvimento de um Game.

7) Quais seriam as dicas que você daria para quem vai seguir esta área?
Apenas uma: Conhecer profundamente o que é trabalhar nesta área.

AlunoAo procurar pelo termo Gamer na Internet, podemos nos deparar com a seguinte definição: “Historicamente, o termo ‘gamer’ geralmente se referia a alguém que jogava role-playing games. Entretanto, mais recentemente o termo tem crescido e incluído os jogadores de videogame. Enquanto o termo nominal inclui aqueles que não se consideram necessariamente serem gamers (por exemplo os gamers casuais), é mais usado comumente para aqueles que passam seu tempo livre jogando ou aprendendo sobre jogos.”

Se você se considera um gamer a partir desta definição, então aqui vai algo que você deveria se interessar: Profissão Gamer. O que exatamente significa isso? Se chamamos de gamer aqueles que jogam ou estudam os games, podemos denominar suas respectivas profissões com o mesmo nome, uma vez que eles decidam criar os jogos que eles estudam e jogam.

Mas o que é realmente necessário para ser um profissional de games? Bem, acho que o primeiro quesito é um aspecto necessário em toda e qualquer profissão: Paixão. Sim, paixão pelos games, pelo jogar. Não precisa ser um jogador hard core, de jeito nenhum! É preciso apenas gostar de jogar, sentir prazer quando aquela adrenalina começa a subir e uma certa tensão começa a aflorar quando o próximo desafio do game está por vir.

Outra coisa é o conhecimento. Isto é um aspecto fundamental, que muitas vezes é confundido com apenas o “jogar bem”. O conhecimento necessário para a criação de um game é volumoso, precisando ser estudado minuciosamente etapa por etapa, pois uma etapa mal feita ou nem iniciada pode colocar todo um projeto a perder. O que vamos fazer aqui então é publicar algumas dicas para os interessados em seguir carreira na área de games e quem sabe, fazer o nosso grande game AAA.

Na área de games, temos diversos departamentos e carreiras que um gamer pode seguir. Aqui citaremos algumas das mais comuns:

** Roteiro
** Concept Art
** Storyboard
** Modelagem
** Programação
** Texturização
** Animação
** Sonorização
** Testing

Para começarmos esta jornada, irei postar aqui diversas entrevistas com profissionais da área, que nos falarão um pouquinho desta formação, e ainda dicas e caminhos a seguir, se isto é realmente o que te atrai.

A onda dos Portáteis..!

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PSP 3000Com a chegada de consoles poderosos e capazes de entreter toda a família por horas e horas nos faz pensar se eles dominarão o mundo dos games. Grande poder de processamento, gráficos estonteantes, títulos impressionantes, sem contar na grande imersão proposta pelos mesmos. Quem for gamer que se preze, com certeza vai querer jogar Metal Gear Solid 4, GTA 4, Halo 3: ODST, Mario Galaxy, etc etc…

Mas será mesmo que haverá este domínio por parte destes consoles? A resposta que tenho para dar é não. Os consoles de mesa, apesar de serem grandes Media Centers além de tudo o que oferecem em termos de gaming, não podem ser o que chamamos de “imediatistas”. O termo, que tomo liberdade para usar só pode ser aplicado aos portáteis, uma vez que você só pode jogar o console de mesa em sua casa, ou em algum lugar específico aonde ele fique conectado a um televisor e apoiado em algum outro lugar já que seu tamanho inviabiliza qualquer tipo de transporte.  Já o portátil, tão pequenino que cabe em qualquer mochila, bolsa ou até bolso, dependendo da vestimenta, pode ser carregado para qualquer lugar, e jogado imediatamente, aonde quer que você esteja, e obviamente, com sua carga de bateria mínima!

E quem disse que eles não são grandes centros de mídia? Eles têm tudo e mais um pouco para oferecer aos gamers imediatistas! Comecemos pelo PSP.. Já temos quatro diferentes versões do pequeno, porém poderoso, console. As duas primeiras versões, 1000 e 2000 (ou FAT e Slim, como preferir) já eram muito boas, contendo vários itens, como reprodução de vídeos, músicas, fotos, além de poder realmente jogar com os UMDs, que são os “discos” dos jogos. Com o lançamento do 3000 e muitos acessórios para todos eles, o PSP ganhou um upgrade em suas funcionalidades. Além de ter uma tela mais brilhante e com mais contraste, um microfone na parte inferior, bordas mais arredondadas para um grip mais firme, entre outras mudanças estéticas, ele vem com Skype integrado, o que possibilita fazer chamadas para outros telefones ou Skype mesmo. Com todas essas funcionalidades, ainda podemos citar os títulos como God of War: Chain of Olympus, Patapon 2, Rock Band: Unplugged, Monster Hunter, Metal Gear Solid: Portable Ops, GTA: Liberty City Stories, Final Fantasy: Dissidia e assim vai… Centenas de jogos excelentes que pode te divertir por horas a fim, podendo jogar pela internet ou com outras pessoas que tenham o PSP ao seu redor. E o melhor de tudo, que já citei, é PORTÁTIL. Vai com você em qualquer lugar… Você pode usufruir de seu PSP na sua casa, na escola, no carro, no ônibus, no avião, no Brasil, na Argentina… Em qualquer lugar do mundo! Outra grande funcionalidade é o Wi-Fi, que possibilita o acesso à PlaystationStore para o download de games, temas, demos, filmes, músicas, etc etc… É possível tirar fotos, reproduzir seu Playstation 3 remotamente, instalar GPS, e muitas outras coisas…

E não é só isso… O PSP Go! Já foi lançado para o mercado com muitas inovações, não apenas na estética, mas também em sua forma de ser. Não utiliza mais os UMDs, seu conteúdo deve ser baixado por completo da Playstation Store, entre outras coisas a mais, citadas aqui em outro post…!

Mas não é somente a Sony que tem um portátil de respeito… A Nintendo com seu divertido DS também participa desta fatia do mercado. Ele é visualmente diferente por ter um design horizontal abre e fecha, com duas telas, sendo que a inferior é  sensível ao toque. Ele também tem um microfone embutido, e tem suporte a Wireless Local, ou pelo Nintendo Wi-Fi Connection, que permite batalhas multiplayer pela Internet, e com um cartão de memória é possivel rodar mp3, videos e programas como msn, ds organize, ebook e word além de, obviamente, jogos. Títulos que merecem serem citados são: Valkyrie Profile, Chrono Trigger, Pokémon Pearl & Diamond, The Legend of Zelda: Phantom Houglass, New Super Mario Bros. entre muitos e muitos outros.

O que podemos pensar é que, com a evolução da tecnologia imediatista, Twitter, Blogs, Facebook, Celulares, e muitos outros serviços, nada mais do que essencial que os consoles portáteis cheguem a um nível de evolução onde se tornem personal media centers que funcionam em todo e qualquer lugar, proporcionando o entretenimento necessário para todas as ocasiões. Um velho ditado pode dizer tudo: tamanho NÃO é documento..!

FPSAtualmente, entre os jogos eletrônicos, co-existem dois tipos de narratividade mais comuns. Entre os jogadores, essas narrativas são denominadas como narrativas em primeira pessoa e em terceira pessoa. Sendo essas diferenças de cunho narrativo, nosso olhar se voltará para as características e consequências de uma e de outra forma de narrar jogos digitais.

Nos jogos de terceira pessoa é possível visualizar o personagem principal e controlá-lo em sua história. Nesse caso, o jogo narra a história daquele personagem, sendo que, os eventos e as ações no decorrer do jogo são apenas vivenciados pelo personagem que vemos e, em alguma medida, controlamos.  Normalmente, o personagem que é controlado é visto de trás, de corpo inteiro ou apenas da cintura para cima, como se ele estivesse sendo espionado.  Geralmente, por não sermos nós mesmos a executar as tarefas nos jogos em terceira pessoa, tendemos a pensar que eles proporcionam uma imersão menor do que os jogos em primeira pessoa.  Talvez sim, se levarmos em consideração somente este aspecto, entretanto não podemos nos esquecer da força imersiva proporcionado pelo controle do mouse ou joystick. Além  do controle de um avatar em jogos de terceira pessoa,  normalmente contribui para a imersão, um roteiro intrigante, as sequências de ações constantes e uma trilha sonora empolgante, fatores que tem sido, em minha opinião, consideravelmente melhores em jogos de terceira pessoa. Bons exemplos de jogos em terceira pessoa são God of War, GTA, Resident Evil 4, Metal Gear Solid e a série Tomb Raider.

Não podemos deixar de falar também dos RPGs quando se tratando de jogos em terceira pessoa. RPGs são Role-Playing Games, ou seja, jogos onde o jogador entra no papel de um personagem, deixando claro que quem está participando do jogo está realizando ações e agindo de acordo com as características do personagem que incorpora. O jogador passa a viver a experiência possibilitada pelo personagem. Não é à toa que os personagens mais memoráveis na maioria dos jogos de vídeo games são os personagens no qual temos a narrativa sendo em terceira pessoa, pois o jogador vive a história refletida por este avatar, e não a dele. Ele pode sim se identificar imensamente com o personagem, ou até mesmo com seu propósito e/ou objetivo, mas ele sempre dirá que aquela experiência é toda do personagem, e não dele.

Por outro lado, nos jogos cuja narrativa se dá em primeira pessoa temos um estilo de jogo de computador e vídeo-game, no qual se vê o ponto de vista do protagonista, sendo o jogador aquele que encarna outro corpo, pois, irá agir e decidir estando no corpo do personagem. Dele, dando a impressão de que de si, verá geralmente, apenas as mãos. Sendo assim, jogador e personagem se fundem, provocando a sensação no jogador de agir diretamente no ambiente e não, como nos jogos em terceira pessoa, através de um personagem.

Com o passar do tempo, as narrativas em primeira pessoa foram se afunilando para um estilo específico, o FPS (do inglês, First Person Shooter), ou seja, tiro em primeira pessoa. Ainda existem poucos jogos que trazem a primeira pessoa sem que seja em um gênero de FPS, mas são raros os casos. O gênero também ficou conhecido como “Estilo Doom” ou “Tipo Doom”, devido à popularidade desse jogo, desenvolvido pela ID Software. Um dos FPS’s que ganhou muita fama entre os jogadores na atualidade foi Counter-Strike. Este título começou por ser apenas uma modificação do jogo Half-Life, da Valve, e tornou-se rapidamente um dos FPS’s mais conhecidos, havendo ainda hoje competições das versões mais antigas. Atualmente, Bioshock é um jogo muito citado, já que sua imersão foi considerada impressionante.

Os jogos em primeira pessoa apresentam uma relação Eu-Tu com o jogador, já que a imersão no personagem é total no momento do gameplay. O jogador é o personagem em si, e todas as emoções e dificuldades sentidas pelo personagem serão sentidas pelo jogador também, já que o mesmo fica imerso no jogo. Neste caso, o jogador participa ativamente da história, das ações, decisões, desafios e consequências do jogo, providenciando mais uma vivência do personagem do que uma experiência de espectador, mesmo porque as cutscenes, ou cenas de introdução, tendem a ser menores neste estilo de jogo. Isso também se dá pela característica dos jogadores que preferem este gênero de jogo. Pessoas que optam pelo FPS querem mais interação e ações do que as que preferem jogos em terceira pessoa. Isso não significa que um seja melhor que o outro, muito pelo contrário. Os jogos são extremamente diferentes, e cada um tem a sua característica predominante.

MarioHoje em dia, se levarmos em conta os melhores personagens de games poderemos fazer uma lista gigantesca, variando de gênero para gênero e também de característica para característica. Personagens com personalidade forte, marcante, normalmente com alguma coisa obscura são extremamente atraentes nos dias de hoje. Principalmente se este personagem tem algum ponto fraco em sua história, como a morte de sua família, o fim de sua nação ou até mesmo experimentos feitos com ele mesmo.

Mas se levarmos em conta que estes personagens são o grande atrativo dos dias de hoje, podemos dizer então que eles não são apenas os personagens deste ou daquele jogo. Eles são parte de games feito para eles. Tomemos o grande Mario. Mario é uma lenda dos games, e não há gamer que se preze que nunca tenha jogado um jogo de Mario. No início de sua carreira, em sua primeira aparição em Donkey Kong, podemos dizer que Mario era um personagem de um game, mas hoje em dia não mais. Hoje podemos e devemos afirmar que os games são criados para Mario. Diferentes situações, cenários, objetivos, multiplayer, single player, etc. Mas tudo isso é para ele, o grande Mario.

Mas não é somente em termos de jogos considerados casuais, como Sonic, que temos games de personagem. Podemos citar grandes franquias onde apenas o fato deste personagem estar no jogo já é o grande ponto alto. Podemos citar aqui Link, do famoso jogo Zelda, que possui os jogos para sempre ter como objetivo proteger a sua princesa, seu reino e o Triforce. Em uma série com mais de 10 jogos, Link sempre passa por diversas aventuras e perigos, porém em sua trajetória, o jogo sempre traz ele como o grande elemento do jogo.

Outro exemplo que podemos citar, é claramente Lara Croft. Sua personalidade forte e beleza estonteante são apenas alguns dos elementos que fizeram com que Lara Croft crescesse tanto a ponto de se tornar maior do que o jogo em si. Protagonista de todos os 12 Tomb Raiders, ela realmente se provou como um dos maiores personagens de todos os tempos, ainda mais após dois filmes estrelados pela atriz mais badalada de Hollywood, Angelina Jolie. Tomb Raider é uma série de jogos de aventura que tem seus altos e baixos, o que claramente faz com que ele seja um game de personagem.

O começo da franquia é excelente, tendo o primeiro da série como o melhor de todos eles. Durante o caminho de Lara Croft nos games, tivemos muitos deles apenas planejados com a intenção de contar um pouco mais da história da heroína, que perdeu seus pais tragicamente, e através de explorações arqueológicas, busca entender mais um pouco sobre o que realmente aconteceu com eles. Apenas agora, a partir de Tomb Raider: Legend, que podemos sentir que a série talvez esteja aos poucos recuperando sua credibilidade de um bom jogo de aventura. Que teremos mais jogos com Lara, isso não há dúvida, mas resta saber se eles vão conseguir fazer com que o roteiro também consiga se sobressair, sem apenas termos a grande protagonista como ponto forte do jogo.

E poderíamos ficar aqui por horas e horas citando outros personagens que na verdade tomaram as rédeas de suas franquias e fizeram seus jogos virarem Games especialmente para eles, como Solid Snake, que também é um grande exemplo de personagem que se torna o grande atrativo do jogo. A aclamada série Metal Gear Solid conta toda sua complicada, turbulenta e ao mesmo tempo intrigante história durante seus jogos, e com certeza, apesar de declarada acabada, os fãs da série ainda sentem que Solid Snake pode render um pouco mais. Esperemos Raiden agora, tendo também seu jogo de personagem em Metal Gear Solid: Rising, fazer seu papel e entrar para este seleto grupo de personagens que são “donos” de seus próprios jogos.

By JawboneQuando você pensa em jogos de terror, qual deles vêm à sua cabeça? Resident Evil? Silent Hill? Alone in the Dark? Fatal Frame? Dead Space? Poderíamos ficar horas e horas pensando em jogos de terror, muito bons por sinal… Mas se pararmos para pensar no início dessas franquias, jogos mais antigos, e pensarmos nos jogos de hoje, será que eles continuam fiéis à proposta inicial? Sim e não.

Alguns deles sim, se mantêm fiéis à proposta de providenciar um cenário sombrio, uma trilha sonora sinistra, sustos clássicos e monstros/zumbis/espíritos ou qualquer outra coisa “do mal” que possa ser seu inimigo. Porém, é evidente que algumas dessas franquias estão perdendo sua identidade. Perdendo sua identidade porque o escritor errou a mão ou porque a nova geração de gamers está pedindo mais ação em seus jogos?

Se pensarmos nos maiores títulos da nova geração de consoles, temos Halo, Gears of War, GTA, God of War… Todos com elementos de muita ação, muitos inimigos, e mortes. Muitas mortes. Será que esses jogos, por terem tido tanto sucesso não acabaram por influenciar essa “evolução” dos jogos de terror? Muitos dizem que sim, outros dizem que não.

Survival Horror é um gênero em extinção? A resposta é claramente NÃO. Temos muitos jogos lançados nesse gênero e muitos lançamentos por vir. Obviamente que, por exemplo, o primeiro Resident Evil tenha tido muito mais elementos de survival horror do que recente Resident Evil 5, que possui mais ação e zumbis do que o normal, mas isso não faz dele um jogo ruim. Faz dele um jogo de ação e terror ao mesmo tempo.

Se formos mais a fundo para analisar o gênero Survival Horror , podemos perceber que ele se expandiu rapidamente no universo dos games, tendo, a cada série diferente, um novo tipo de “horror” proposto. Enquanto a proposta inicial de todos sejam a tentativa de sobrevivência de uma, ou poucas pessoas, de um local ou cidade completamente aterrorizante, cada um tem um tema secundário diferente, como o sobrenatural, a criação de vírus ou pestes, sentimento de culpa por atos do personagem, lendas, e no geral, ficam expandindo estes assuntos no pensar do jogador, testando não apenas a luta pela sobrevivência do personagem principal, mas seus valores e forma de pensar, fora do mundo dos jogos.

Outro fator interessante no gênero de terror é sua capacidade de imersão tanto em primeira quanto em terceira pessoa. O jogador sempre se encontra completamente copenetrado em seus objetivos, e extremamente atento ao cenário, sons e iluminação, três elementos chave que juntamente com o roteiro constituem a alma de jogos de terror.

E quem é que não gosta de participar de desafios que elevam nosso nível de adrenalina, façam nosso batimento cardíaco acelear e nossas mãos suarem? O gênero de jogos de terror faz, hoje em dia, muito mais sucesso do que os filmes de terror lançados, principalmente pelo fato do jogador “viver” a história, ao invés de ser um mero espectador, participando do desfecho da mesma. Por isso, podemos ficar tranquilos pois muitos lançamentos estão por vir, e muita coisa boa podemos encontrar no mercado hoje em dia para nos providenciar boas sequências de ação, sustos e suspiros e principalmente, muita diversão!