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Em uma visita a algumas empresas de desenvolvimento que fiz, me impressionei com a qualidade do trabalho feito por elas. Em meio a todo essa hype criada com a vinda da Blizzard para o Brasil, o tema “Empresas de Games” está em alta, e nada melhor do que falar das empresas Brasileiras na jogada.

O projeto criado pelo Planeta Gamer: Empresas Brasileiras está decolando passo a passo com várias empresas aderindo ao projeto, e o trabalho delas sendo divulgado gratuitamente aqui no site. Quanto mais visibilidade termos na nossa indústria, mais oportunidades teremos para àqueles que desejam entrar no mercado.

Mas como eu estava dizendo, em uma visita a DiverBras, me impressionei com o trabalho deles, e com a colaboração do Gerente de Projetos, me infiltrei dentro de seus domínios e pude acompanhar como realmente se é feito uma máquina arcade, ou seja, um FLIPERAMA!

Tudo é feito na empresa, desde a carcaça do jogo, até ele propriamente dito. Em alguns casos, eles importam apenas o software do game, mas a máquina é feita aqui. A empresa conta com mais de 100 funcionários e é dividida setores, cada um responsável por uma parte do projeto. Mas claro que meu intuito não é fazer a propaganda da empresa, e sim mostrar para vocês como tudo é feito!

Primeiro se desenvolve o game, em uma equipe de designers, roteiristas e programadores, que utilizando engines, fazem o jogo a ser escolhido para um projeto. Depois de decidida a temática, um protótipo do arcade é desenvolvido, e então começa a construção do mesmo. O impressionante é que até os carrinhos de arcades passam por uma funilaria especializada, igual a um automóvel de verdade.

Depois de pronta, a carcaça da máquina recebe o “computador” e sua “tela”, hoje em dia feita de LCDs modernos e de processadores ultra potentes. Os controles são adicionados à máquina e então se é instalado o software do jogo para os testes. E essa parte é a mais legal de todas: JOGAR!

Com os testes prontos, basta então distribuir estas máquinas para shoppings, exposições, ou até mesmo colecionadores de arcades. Quem nunca quis uma máquina dessas em sua casa?

E é oficial! A empresa norte-americana Blizzard Entertainment anunciou a instalação de um de seus escritórios no Brasil e nesta quarta-feira (30/06/2010) fez uma Coletiva de Imprensa para anunciar seu novo jogo, StarCraft II, e também para causar uma boa impressão no seleto público convidado para o evento.

Começando por StarCraft II, acredito que não há muita coisa para dizer. O jogo é bom, aliás melhor do que esperado! O jogo virá em português, será lançado no dia 27 de Julho (data do lançamento mundial) e custará R$ 49,00 por um limite de 6 meses. Depois, você poderá adquirir a licença completa. A Battle.net, serviço para jogar multiplayer online, também terá suporte completo para a América Latina e facilitará a jogabilidade em solo brasileiro. Muitas boas notícias para os fãs da série!!

Mas o que realmente importa é o fato da Blizzard falar português agora. Uma empresa com esta proporção começa a aquecer muito o mercado brasileiro de games e de desenvolvimento dos mesmos. Com isso, teremos um crescimento não só na comercialização de games, com preços mais atraentes e uma maior variedade de títulos e edições especiais, mas também no desenvolvimento de games no país. A tendência que vem ganhando forma é a que mais e mais empresas internacionais virem os olhos para o Brasil e vejam que têm um grande mercado a ser explorado e também uma grande quantidade de mão de obra interessada em trabalhar na área.

Ryan Arbogast - Blizzard PR

No evento de quarta-feira os representantes da Blizzard deixaram claro que a intenção deles é crescer ainda mais com o nosso mercado, mas mantendo os jogos e expansões a um preço dentro de nossa realidade, fazendo eventos e ações que sejam parte do mercado brasileiro podendo então atrair o que realmente eles estão procurando: mais consumidores.

A situação então é a que todo mundo sairá ganhando, pois com mais suporte e preços mais atraentes, mais adeptos ao jogo teremos. Quanto mais adeptos, mais mercado. Quanto mais mercado, mais empresas virão. Se esta cadeia cíclica se confirmar, estamos próximos de ver a indústria brasileira de games ganhar proporções que antes pareciam muito difíceis. Também não podemos deixar para trás as empresas que desenvolvem no país, que não são estúdios tão grandes, mas que também trabalham em games de respeito.

Com um mercado maior, o convite para as empresas investirem em advergames será grande, pois o público estará focado no burburinho que os games estarão causando. Com isso, este segmento que já é muito popular no país, crescerá mais ainda, precisando da mão de obra que está saindo do forno agora. Portanto o que podemos concluir de tudo isso é que: se você quer trabalhar na área, comece a se especializar agora; e se você quer se familiarizar com games, o momento é esse, pois tudo está ficando mais acessível.

Que venham as grandes! Ah sim, e o dia 27 de Julho!

Leia mais sobre a minha participação na Coletiva de Imprensa da Blizzard aqui.

Todo gamer que se preze sabe muito bem que os preços para se comprar um jogo original são exponencialmente absurdos. Claro que todos nós gostamos de ter o jogo em si, lacrado, em perfeito estado, pronto para ser utilizado, seja no PC ou nos consoles. Devido ao alto imposto colocado pelo nosso governo, muitas pessoas não têm conseguido manter o alto nível monetário necessário para se manter como um consumidor assíduo de games e parte para a pirataria, ou até mesmo acaba desistindo dos videogames.

Todos sabemos que a pirataria não leva a lugar algum, e que se algum dia nós, amantes da indústria de games, formos trabalhar na área, teremos de ser completamente contra o contrabando e a pirataria dos games que fizermos. A sustentação do crime através da compra do não-original está cada vez mais popular com o destravamento dos consoles e dos crack-keys dos DVDs e CDs de jogos de computador. Mas existe uma saída? A resposta é sim.

Graças ao determinado e destemido Moacyr Alves, o projeto Jogo Justo está sendo colocado em prática. Mas o que é este projeto? “O Jogo Justo visa reduzir os impostos nos games importados, tornando-os mais acessíveis e assim, combatendo diretamente a pirataria no País, abrindo mais interesses nesse setor e também frentes de trabalho nessa área, ainda pouco explorada”.

A proposta é extremamente interessante, e consegue satisfazer todas as necessidades da comunidade gamer no país, dando uma maior visibilidade para o setor dos games e aumentando a indústria do mesmo no país. É um sonho de todos nós que está com grandes chances de se realizar muito em breve!

O projeto já ganhou grandes proporções, já tendo sido divulgado na Jovem Pan em uma entrevista dada no dia 04 de Junho, através de uma pesquisa sobre o perfil do gamer (que você pode responder aqui) e também pelo podcast de divulgação do projeto (que você pode ouvir aqui). Acho que é do interesse de todos que jogam apoiar esta causa e lutar junto para uma realidade melhor tanto para vendedores quanto para consumidores dos games. O Planeta Gamer apóia esta causa. Todos estão convidados a apoiar também!

É com grande satisfação que anuncio aqui os três vencedores do 1º Concurso de Reviews do Planeta Gamer:

1º Lugar: Diego Piovesan com The Legend of Zelda: Twilight Princess
2º Lugar: Gabriel Souza com ToeJam & Earl
3º Lugar: Cesar Corregiari com Little King’s Story

Mas para dar mais emoção, estarei abrindo aqui um canal para a Voz do Leitor, onde eles poderão escolher quais das reviews abaixo irá ganhar o Prêmio do Público. A review que ganhar mais votos irá receber o prêmio surpresa, além de ser publicada na página inicial do Planeta Gamer. Veja abaixo os concorrentes:

Felipe Augusto Oliveira Menezes com Nier Gestalt
Fabiano Gelain – RyuRanX com Outcast
Makson Lima com Persona 2 – Innocent Sin
Icaro94 com Rexona Men Foot Zombie
Icaro94 com Sprace
Icaro94 com Squid and Let Die

Vote na melhor review para o Prêmio do Público:

  • Nier Gestalt (52%, 24 Votes)
  • Persona 2 - Innocent Sin (37%, 17 Votes)
  • Sprace (9%, 4 Votes)
  • Outcast (2%, 1 Votes)
  • Rexona Men Foot Zombie (0%, 0 Votes)
  • Squid and Let Die (0%, 0 Votes)

Total Voters: 46

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O resultado sai no dia 14/06/2010. Vamos votar!

Eu tive a sorte grande de participar do workshop de Roteiro para Games no 14º Cultura Inglesa Festival com Matt Costello. Claro que o workshop em si foi maravilhoso! Ele apresentou conceitos para a criação de um jogo a partir de sua idéia inicial, nos deu dicas ao criarmos nossos próprios roteiros e também fez uma simulação conosco de como seria o dia do “pitching”, ou seja, o dia de vender seu projeto para alguma empresa comprar e financiar o desenvolvimento de seu projeto. Se você quiser ler sobre o que rolou no workshop, leia o post anterior.

Mas é do bate-papo exclusivo que tive com o Matt que irei falar sobre aqui. E a grande frase de todo esse bate-papo foi “Brazil has a future“. Ele acredita que temos um grande futuro no desenvolvimento de games, especialmente com a vinda da Blizzard e da Ubisoft para terras tupiniquins. Leia abaixo na íntegra o bate-papo que tive com ele:

- Matt, qual deve ser a primeira coisa que se deve ter para trabalhar na área de games?
- Primeiramente é necessário ter o máximo de experiência com games possível. É de extrema importância se ler sobre games, e não apenas jogá-los. Ter um domínio da teoria é o diferencial de um game AAA e um game médio. Outra coisa importante é praticar com diferentes produtos, ou seja, jogar todos os consoles e ter familiaridade com o potencial e o público-alvo de cada um. E por fim, é obrigatório estar em contato com as tecnologias top. A evolução tecnológica é muito rápida, então é necessário ter contato com o que há de mais novo para abrir seus horizontes.

- O que é o futuro dos games?
- Pergunta simples, resposta simples. Fui à uma exposição de games em 3D recentemente e tenho certeza que games em 3D estereoscópico é o futuro. A combinação é: Detector de Movimentos + Mundos 3D.

- Que tipo de games serão mais populares?
- Definitivamente o Wii tem uma maior audiência hoje. Isto porque eles desenvolveram suas tecnologias e seus games do zero e com isso eles deram um foco enorme na interatividade do jogador. Apesar de muitos considerarem o Wii inferior aos outros consoles, ele inovou muito a maneira de jogar, e este é o ponto chave de seu sucesso, portanto mais popular serão os games que apelarem para sua interatividade.

- O que se deve levar em consideração para se ter a idéia inicial?
- A engine do jogo. Ao escolher qual engine o jogo será feito, precisa-se explorar todas as possibilidades e potenciais que a engine tem para seu jogo. Com isso, desenvolver demonstrações do poder da engine, e quem sabe conversar com os desenvolvedores para saber se este é o potencial máximo dela. A partir da engine que se deve começar o brainstorm das idéias, e a partir daí escolher a tecnologia e o conceito do game a ser feito.

- O que é necessário para se ter um bom roteiro nos games?
- Desafio e motivação. Um bom roteiro de games precisa despertar a curiosidade do jogador, aguçar seu desejo de jogar e também possibilitar o seu aprendizado. Tem que ter o “algo a mais” que faça com que o jogador fique encantado, e que queira explorar cada vez mais os desafios e intrigas apresentados pelo game.

- Depois de se ter a idéia e o conceito, o que se deve fazer no desenvolvimento de um game?
- Basicamente pensar na história. É de extrema importância fazer os “game checkers”, que seriam nada mais do que pontos que devem acontecer na sucessão de eventos do game e que devem ser verificados minuciosamente pelos criadores. Depois de tudo isso pronto, é hora de partir para a “Game Bible” e colocar todas as informações do game nela. A pergunta principal que você deve fazer na criação do “Game Bible” é: “Com o que eu posso interagir no mundo?”. Isso é muito importante para o gameplay sair conciso.

- Para finalizar, um último conselho.
- Acreditem em vocês. Em cinco anos o Brasil vai estar no mapa em se tratando de desenvolvimento de games. Por este motivo que toda e qualquer experiência que se pode ter com games deve ser vivida, para que, quando a hora chegar, você esteja pronto.

Para comemorar o aniversário de 1 ano do Planeta Gamer, estaremos fazendo o 1º Concurso de Reviews do Planeta Gamer, para você, leitor e gamer assíduo, tenha a oportunidade de ter seus reviews publicados no site e ainda ganhar prêmios por isso.

Como funcionará o Concurso:

O leitor deverá escolher qualquer game de seu interesse e fazer um review original dos seguintes aspectos do jogo:

a) Dados gerais (nome, ano, empresa, plataforma, etc.)
b) Enredo
c) Personagens
d) Jogabilidade
e) Pontos altos
f) Pontos baixos
g) Curiosidades (se tiver)
h) Nota do leitor

Os reviews serão todos publicados no Planeta Gamer, na seção Análise do Leitor, mas também será anunciado que estará participando do concurso para destacar dos outros reviews que já temos. O prazo para envio dos reviews é até o dia 31 de Maio de 2010, para sabrina@planetagamer.com.br. Os vencedores serão anunciados no dia 03 de Junho pelo Planeta Gamer. Cada pessoa poderá enviar até 3 reviews para a promoção, todos de jogos diferentes. É importante ressaltar que o email enviado seja assinado com seu próprio nome, e que tenha no mínimo um email para contato.

Teremos diversos prêmios de empresas e pessoas que fizeram uma parceria com o Planeta Gamer para este evento e iremos divulgando aos poucos quais os grandes prêmios serão, mas você, gamer, com certeza irá gostar de todos eles! Eles serão jogos, livros e outras surpresas!

Envie agora seu review e aguarde o resultado!

Sinceramente, quem não gosta de um bichinho de estimação? Um companheirinho que te anime quando você chegar em casa, cansado dos afazeres do dia a dia, que demonstre carinho e que realmente queira a sua atenção. Acredito que todo mundo goste! Agora, se você é alérgico à pelos ou cheiros, não tem paciência para ficar limpando a sujeira espalhada pela casa, ou mora em locais onde é proibido ter um, a solução para seus problemas acabaram! A Sony lançou a evolução dos famosos e lendários “Tamagochis”: o EyePet.

O EyePet é um jogo exclusivo que faz um combo com a Playstation Eye, a câmera digital do PS3. Todo o propósito deste jogo é criar seu bichinho de estimação, cuidando de tudo para que ele seja um animalzinho feliz!

Mas o grande diferencial deste game é que existe a interação do usuário através da câmera com o game. Os movimentos e objetos são reconhecidos pelo game, fazendo com que seu pequeno animal interaja com tudo o que estiver aparecendo na tela, dando um dinamismo a mais no game em si. O simulador de bichinhos realmente traz tudo o que um animal tem, tanto pelo lado bom, quanto pelo lado não tão bom.

Mas a diversão é garantida para os amantes dos animais! Com seu bichinho, pode-se brincar brincar com as mãos, fazendo com que ele interaja com você. Também podemos fazer carinho nele até colocá-lo para dormir, o que libera uma das partes mais interessantes do game: o sonho do EyePet. Nesta parte, o EyePet reproduz o que seriam uma espécie de experiências “vividas” com você, o dono dele, como o momento do nascimento, momentos marcantes, brincadeiras diferentes, entre outros.

Além disso podemos ensinar o Eyepet a desenhar, fazendo desenhos de diferentes coisas que ele possa interagir, como por exemplo, veículos, os quais o Eyepet utiliza para brincar, deixando-o mais feliz ainda. E por fim, podemos ensinar ele a cantar, deixando a experiência do usuário ainda mais divertida!

O EyePet é diversão garantida para aqueles que sempre quiseram ter seu bichinho de estimação, e também para os órfãos da mania do Tamagochi.

No Brasil, para se trabalhar com games é recomendado dois segmentos: os mobiles e os advergames. Claro que existem outros segmentos, como os jogos educativos, mas os dois primeiros são os mais populares no mercado hoje em dia. Mas o que são realmente os advergames?

Como podemos ver, é a união de duas palavras: advertisement, que significa publicidade, e game. Os advergames podem ser divididos em três categorias. A primeira, mais comum no Brasil, é a que temos jogos implementados nos sites das empresas, ou em sites criados especificamente para esta campanha publicitária, que fazem com que os usuários fiquem mais tempo no site. Quanto mais tempo o usuário permanecer no site, mais tempo a mensagem da empresa vai ficar visível para ele. Os jogos podem ou não ser relacionados ao produto. A segunda categoria pode ser chamada de publicidade dentro do jogo, na qual o produto ou um anúncio para o produto faz parte do jogo. Por exemplo, os outdoors ou banners presentes em jogos de esportes em geral. A terceira categoria já é o game em si, feito para ser jogado em computadores ou videogames, mas a diferença básica é que os jogos são desenvolvidos por uma razão específica. Podemos citar aqui o clássico exemplo do “America’s Army”, que foi patrocinado pelo Exército dos EUA numa campanha para aumentar o recrutamento de novos soldados.

Os advergames normalmente são destinados a um público mais jovem, que possuem uma vasta experiência com tecnologia, internet e games. Muitas vezes, os jovens estão jogando um advergame e nem percebem (caso dos games de personagens de desenho animado ou de algum produto relacionado com este público), o que realmente é a intenção da empresa criadora do produto: ter sua marca vinculada excessivamente de uma maneira que seja sutil para o cliente.

Os custos para o desenvolvimento de um advergame varia. Grandes desenvolvedores podem cobrar até R$1 milhão por um advergame. Entretanto, muitas empresas menores cobram em torno de R$ 10 mil a R$ 100 mil, dependendo do nível de personalização e do fato de o jogo basear-se ou não em um já existente, como uma adaptação do Tetris para o produto desejado. O tempo de desenvolvimento do game também apresenta variáveis, dependendo de fatores essenciais, como a complexidade e o nível de personalização do jogo. Um jogo completamente novo, que exija um roteiro exclusivo, pode levar de 12 a 18 meses para ser desenvolvido, enquanto advergames mais simples podem ser feitos em poucos meses, dependendo do desenvolvedor e de sua equipe.

Para se criar um advergame de sucesso, são necessárias duas coisas: desenvolvedores experientes e criativos e uma propaganda divertida e dinâmica. Esses dois fatores auxiliam a garantia de que você poderá ter um jogo não apenas irresistível e divertido de jogar, mas também que incorpore efetivamente o produto e a sua mensagem publicitária garantindo então uma publicidade eficaz no para o nicho escolhido de mercado.

O impressionante crescimento dos advergames na indústria publicitária só nos faz crer que este segmento irá continuar a evoluir, uma vez que diversas empresas estão descobrindo sua eficácia na memorização da marca. Fator que deve ser comemorado principalmente por pequenos desenvolvedores de games, que podem abraçar este mercado e investir na criação de diversas campanhas publicitárias pequenas, até conseguirem pegar o tão sonhado “grande projeto”. Fica aí a dica para quem quer começar nesta área.

Nesta maratona de posts sobre RPG, já falamos de vários grandes títulos de diversas plataformas. Vamos agora partir para mais uma delas com o lado negro da Força: o Playstation 3.

Começaremos então com Demon’s Souls, jogo exclusivo para a plataforma Sony, que veio para o mercado com a proposta de ser um um dos games mais difíceis que uma pessoa poderia jogar. Parece um tanto ambicioso, não? Pois bem, Demon’s Souls consegue ser um título memorável e é sim, extremamente difícil e longo. Difícil pois os desafios são complexos, e cada pequeno deslize durante o game pode ser punido de uma maneira severa, como perder tudo o que foi-se conquistado até agora. Mas nem por isso os gamers de plantão deixam de jogá-lo. Demon’s Souls é cativante, com uma premissa online muito bem explorada e com um mundo imenso para ser explorado. Mas o grande lance deste game é a satisfação de superar os inúmeros (e quase impossíveis) desafios propostos durante a evolução do seu personagem, este que deve ser criado do zero para começar a jogar. A possibilidade de poder cooperar entre seus amigos online durante o jogo é também muito interessante, pois pode tornar tarefas quase impossíveis mais interessantes e conseqüentemente mais fáceis. Apesar de ser um game de origem asiática, este RPG não tem sua jogabilidade em turnos, apresentando uma mecânica de Action RPG para suas batalhas. A diversidade de ataques e de movimentos possíveis com seu personagem também torna tudo mais interessante, e necessário, uma vez que para se dar bem no jogo é de suma importância que haja um domínio extenso de todas as habilidades e movimentos de seu personagem. E é por essas e muitas outras que Demon’s Souls se torna um título obrigatório para todo adepto do console da Sony disposto a elevar suas habilidades com o console a um nível mais alto.

Não podemos deixar de falar também o bom jogo Folklore. Este título, lançado em 2007, foi um dos primeiros RPGs para a plataforma da Sony. O que este grande jogo promete para o jogador são elementos diferentes daqueles tradicionais de um bom RPG, mas nem por isso Folklore não se encaixa em um dos títulos que merecem ser tratados com respeito. Este game trata de assuntos sérios e misteriosos e a abordagem feita pelo enredo do mundo dos vivos e do mundo dos mortos é intrigaste. A direção de arte do jogo é de dar brilho nos olhos, pois os detalhes e a riqueza de elementos foram tratados com muita seriedade na produção, e são um dos pontos fortes do game, juntamente com o enredo. Neste game, tudo se alterna entre dois mundos e dois personagens, onde o ponto de vista de cada um com os fatos decorrentes da história ajuda o jogador a resolver todos os mistérios propostos pela trama, ou seja, um complementa o outro. O fato de ter de se jogar tudo com os dois personagens pode parecer cansativo, mas observar a diferença em atitudes e pontos de vista faz com que tudo se torne mais interessante. Folklore é um jogo com uma temática séria e requer uma atenção, pois apesar dos gráficos coloridos, o jogo não foi feito para crianças, e sim para gamers que querem descobrir algo diferente e desafiador, como a percepção da morte por diferentes pontos de vista.

Um outro RPG que deve ser lembrado é White Knight Chronicles, que já foi mencionado aqui no Planeta Gamer anteriormente. Para saber mais deste título, clique aqui e leia o que falei deste game tempos atrás.

Fiquem no aguardo que ainda teremos muito mais para vir sobre este grande universo dos RPGs.

Falaremos agora de Xbox 360, console da Microsoft com grandes títulos de RPG em seu arsenal.

Acho que não citar Mass Effect antes do que todos os outros chega até a ser um insulto, pois esta obra-prima do gênero conseguiu muitos fãs pela seu incrível conjunto de elementos atraentes. O segundo título, Mass Effect 2, lançado em Janeiro deste ano vendeu muitas cópias e seu grande sucesso se deu devido a melhora na mecânica do jogo original, que já era ótima, e na exploração de novos elementos e uma abrangência maior do universo, que já era extenso. Ou seja, o que já era bom, ficou ainda melhor. À priori, Mass Effect pode ser confundido com um FPS, mas não se deixe enganar. Se você lidar com este jogo da mesma maneira que fez com Halo não irá chegar a lugar algum. É necessário muita estratégia na distribuição dos atributos de seu personagem para poder calcular seu combate de uma forma mais eficiente. A união da grande liberdade oferecida ao jogador durante todo o game e o belíssimo enredo proposto faz com que Mass Effect seja um jogo memorável para os donos do console da Microsoft. É possível ver melhorias e uma evolução significativa para o segundo título da série, que faz com que a história do personagem se conduza de uma maneira surpreendente, cativante e imersiva. Vale cada segundo de jogatina!

O segundo grande título de RPG para Xbox 360 é Lost Odyssey, que veio para o console com a tradicional jogabilidade por turnos dos RPGs japoneses. Ao jogar este jogo, o feeling de estar jogando um Final Fantasy pode até surgir, mas fique atento: isso não é coincidência. O criador da poderosa série de RPGs é o responsável por este jogo também, e com ele, nos dá o privilégio de passar por todos os elementos clássicos de um bom RPG neste game. A receita é cumprida perfeitamente: você explora cidades, conversa com diferentes habitantes, acha itens objetos diversos, e também explora diferentes cenários para ser surpreendido por ataques aleatórios e trava batalhas em turnos. Mas a grande diferença neste título é a maneira de evoluir seu personagem. Existem dois grupos, os mortais (que evoluem normalmente) e os imortais, que precisam estar acompanhados de um mortal para poder evoluir, ou seja, uma combinação estratégica bem planejada de personagens mortais e imortais é necessária para se ter uma eficácia na evolução de seus personagens durante o jogo. O game não chega a ser primoroso, mas é digno de horas de gameplay, com toda sua beleza tradicional de um ótimo título de RPG, ainda mais com elementos clássicos como este.

E se falando do criador de Final Fantasy, não podemos deixar de mencionar o outro grande game que ele desenvolveu para este console: Blue Dragon. Este RPG traz uma história interessante, animações cinematográficas e batalhas que irão deixar qualquer gamer copenetrado e com uma empolgação acima do normal. Fãs do gênero podem ficar tranqüilos, pois este título consegue unir tudo o que um bom game japonês representa, e ainda por cima consegue fazer com de uma maneira surpreendente. A enorme quantidade de cenas não-interativas para entender a grande trama proposta pelo game não o torna cansativo e entediante. Muito pelo contrário! Torna a trama ainda mais interessante e faz com que o jogador queira cada vez mais avançar no jogo para desvendar todos os mistérios e superar todos os desafios propostos no jogo. Os combates são definidos em turnos, sendo o grande fator determinando para a ordem dos ataques seja determinado pela skill de agilidade que este possui, além de termos suas habilidades dependendo dos arquétipos presentes no momento da batalha – como guerreiro, guardião, assassino e diversas categorias de mago -, sendo que cada um deles pode ser evoluído, e de acordo com esta evolução temos novas skills e arquétipos disponíveis. Outra grande característica deste game é a quantidade de itens para serem encontrados nos diversos cenários do jogo. Quase tudo é interativo e na maioria das vezes, diversos itens úteis são encontrados no cenário, muitas vezes ajudando o jogador em situações difíceis e improváveis. Este jogo só comprova que a genialidade do criador faz toda a diferença em um game.

Claro que ainda temos títulos como The Last Remnant e Dynasty Warriors nesta categoria que valem a pena serem conferidos, mas aguardem por mais rounds cheios de games e surpresas neste mundo dos RPGs…