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Qualquer game designer que se preze precisa saber muito bem o conceito de “Worldbuilding” caso queira fazer um game de sucesso. Worldbuilding, ou construção de mundos, é um dos elementos chaves para a criação de um jogo, e é a partir dele que podemos começar a pensar na história, personagens, jogabilidade, desafios e, claro, objetivos.

Para levarmos o assunto a sério, vamos primeiro conceituar o que venha a ser Worldbuilding: é o processo de construir mundos imaginários, muitas vezes associados com um universo fictício. O termo foi popularizado por escritores de ficção-científica por volta da década de 70. Ele representa um papel chave no desenvolvimento de games, pois o “Worldbuilder” precisa criar um mundo que seja coerente e que possua história, geografia, ecologia, entre outros aspectos.

O processo geralmente envolve a criação de mapas, lista do background deste mundo e das pessoas que o habitam, descrevendo tudo minuciosamente para criar um cenário afim de começar a construir a narrativa a ser explorada dentro deste jogo. Portanto, podemos perceber que tudo começa a partir da criação do mundo, para então começar a construir as outras partes do jogo.

Mas como construir um mundo legal para se criar um jogo a partir dele? Simples: com muita imaginação, leitura e criatividade. Já que o mundo é seu, basta criar coisas concisas que lhe agradem, ou então, pensando como um bom game designer, que agrade seu público-alvo. A primeira pergunta a ser respondida é: “O que existe neste mundo?” Todas as coisas que você queira inserir nele precisam ser listadas e definidas neste primeiro momento. Onde, já é uma outra história.

Depois, em segundo lugar, pense na situação que este mundo se encontra. Ele está em paz? Está caótico? Tem vida? Tem guerra? Tem algo raro? Depois de responder a estas perguntas, já estamos definindo o escopo central de seu mundo. Vale se basear em Tolkien e Lewis para criar seus mundos, pois não há mal algum em pegar algo clichê, desde que o tempero seja adicionado.

Agora é hora de pensar nas civilizações existentes dentro de seu mundo, se existir alguma. Pense na estruturação das raças ou nações, em suas leis, seus propósitos e objetivos. Pense na sociedade e nas formas de comércio. Qual o tipo de tecnologia que existirá em seu mundo? Será algo futurista? Será revolucionário? Será elétrico ou a vapor?

Depois de ter decidido tudo isto, é hora de pensar na disposição de seu mundo. Agora entra a parte de habilidades com o desenho e realmente estruturar seu mundo no papel ou na tela. Faça as divisões territoriais e pense nos elementos que podem ser colocados em diferentes locais. Defina a vegetação e os recursos naturais. Pense em desastres e pontos de perigo, assim como rotas de fuga e locais neutros. Tudo isso é fundamental para seu mundo.

Pense agora nas leis de seu mundo. O que é permitido fazer nele? Existem limitações? É importante frisar que as leis do mundo são diferentes das leis das civilizações existentes nele. São leis naturais, leis que determinam a maneira das raças viverem nele. Estas leis normalmente têm um grande papel na jogabilidade do game, pois devido às limitações que serão impostas aqui, o personagem vai poder ou não executar determinadas ações.

Por último, você irá pensar na história por trás deste mundo, o que aconteceu para ele ficar desta maneira, e quais as conseqüências de eventos passados estão acontecendo neste momento. Defina tudo minuciosamente para poder dar um embasamento concreto em sua narrativa.

A criação de mundos é muito importante para se ter um game interessante, que faça com que o jogador queira explorá-lo. Depois de tudo isto definido, chega a hora de criar a história. Mas isto fica para outro post!

Matt Costello foi uma das grandes atrações do 14º Cultura Inglesa Festival, que ainda conta com algumas atrações interessantes até o fim do mês. Mas em se tratando de games, tivemos o primor dos workshops com o Mr. Costello, que nos mostrou na prática o que realmente é trabalhar com games e com seus roteiros. Em meio a discussões sobre gêneros e temas que devem ser abordados ao fazer um game, dicas valiosas foram dadas e uma bela motivação também, uma vez que jeito para coisa provamos para ele que temos. O que falta é mesmo colocar a mão na massa. Em breve publicarei aqui um bate-papo exclusivo que o Planeta Gamer teve com o Matt. Aguardem!

Em seu workshop, ele ressaltou quatro pontos interessantes para quem quer desenvolver games:

IDEA – CONCEPT – STORY – INTERACTIVITY

Ou seja, a idéia, o conceito, a história e a interatividade.Estes pontos, de acordo com ele, são essenciais para se construir algo que o público se interesse e que ao mesmo tempo seja interessante para pessoas que não sejam gamers.

“Um bom game deve ser feito para o público”. Esta frase expressa bem a diferença entre um gamer e um game designer. Não adianta fazer um game que você adoraria jogar, mas sim um game que seu público gostaria de jogar. Antes de mais nada, é necessário saber seu público-alvo e qual será o “rating” do seu jogo. Um game 18+ tem que ter elementos que o caracterizem desta maneira, e se este não é seu objetivo, você quer fazer um jogo que seja “Teen”, não pode abusar de certos elementos.

Outro aspecto em se considerar quando desenvolvendo o roteiro de seu game é seu mundo. O mundo desenvolvido para o game tem que ser algo completo, que tenha uma ligação forte com a história e que complemente os personagens. Depois que você tiver o conceito de seu mundo, é necessário se perguntar uma coisa: “O seu mundo tem problemas lógicos?” Isso significa se seu mundo possui puzzles e adversidades que o jogador terá de superar usando o raciocínio, mesmo que seu gênero não seja um RPG ou um Adventure. Esses mini-puzzles são importantes para a imersão do jogador, e para forçá-lo a se entreter no jogo, caso seu roteiro tenha algumas falhas ou partes um tanto repetitivas.

A importância desses puzzles do mundo é tão grande, que é necessário desenvolvê-los bem. Precisa-se pensar onde, quando e como eles vão acontecer. Que sucessão de eventos teremos dentro do seu jogo para se ter um puzzle no mundo? E a chave de tudo é apresentar múltiplas soluções para a resolução destes puzzles, e não apenas um caminho para o jogador seguir. As escolhas que determinam a jogabilidade.

“O mundo é uma parte tão importante do jogo que ele até deve informar a história e seus personagens”. Isto significa que na criação de um jogo, é necessário conectar a história com o mundo, explorando todas as possibilidades que o mundo tem e quais as consequências que ele pode ter na história e no desenvolvimento psicológico dos personagens.

Portanto, os primeiros passos para se pensar na criação do game já estão aqui. Basta agora fazer!

AlunoAo procurar pelo termo Gamer na Internet, podemos nos deparar com a seguinte definição: “Historicamente, o termo ‘gamer’ geralmente se referia a alguém que jogava role-playing games. Entretanto, mais recentemente o termo tem crescido e incluído os jogadores de videogame. Enquanto o termo nominal inclui aqueles que não se consideram necessariamente serem gamers (por exemplo os gamers casuais), é mais usado comumente para aqueles que passam seu tempo livre jogando ou aprendendo sobre jogos.”

Se você se considera um gamer a partir desta definição, então aqui vai algo que você deveria se interessar: Profissão Gamer. O que exatamente significa isso? Se chamamos de gamer aqueles que jogam ou estudam os games, podemos denominar suas respectivas profissões com o mesmo nome, uma vez que eles decidam criar os jogos que eles estudam e jogam.

Mas o que é realmente necessário para ser um profissional de games? Bem, acho que o primeiro quesito é um aspecto necessário em toda e qualquer profissão: Paixão. Sim, paixão pelos games, pelo jogar. Não precisa ser um jogador hard core, de jeito nenhum! É preciso apenas gostar de jogar, sentir prazer quando aquela adrenalina começa a subir e uma certa tensão começa a aflorar quando o próximo desafio do game está por vir.

Outra coisa é o conhecimento. Isto é um aspecto fundamental, que muitas vezes é confundido com apenas o “jogar bem”. O conhecimento necessário para a criação de um game é volumoso, precisando ser estudado minuciosamente etapa por etapa, pois uma etapa mal feita ou nem iniciada pode colocar todo um projeto a perder. O que vamos fazer aqui então é publicar algumas dicas para os interessados em seguir carreira na área de games e quem sabe, fazer o nosso grande game AAA.

Na área de games, temos diversos departamentos e carreiras que um gamer pode seguir. Aqui citaremos algumas das mais comuns:

** Roteiro
** Concept Art
** Storyboard
** Modelagem
** Programação
** Texturização
** Animação
** Sonorização
** Testing

Para começarmos esta jornada, irei postar aqui diversas entrevistas com profissionais da área, que nos falarão um pouquinho desta formação, e ainda dicas e caminhos a seguir, se isto é realmente o que te atrai.