Quando você pensa em jogos de terror, qual deles vêm à sua cabeça? Resident Evil? Silent Hill? Alone in the Dark? Fatal Frame? Dead Space? Poderíamos ficar horas e horas pensando em jogos de terror, muito bons por sinal… Mas se pararmos para pensar no início dessas franquias, jogos mais antigos, e pensarmos nos jogos de hoje, será que eles continuam fiéis à proposta inicial? Sim e não.
Alguns deles sim, se mantêm fiéis à proposta de providenciar um cenário sombrio, uma trilha sonora sinistra, sustos clássicos e monstros/zumbis/espíritos ou qualquer outra coisa “do mal” que possa ser seu inimigo. Porém, é evidente que algumas dessas franquias estão perdendo sua identidade. Perdendo sua identidade porque o escritor errou a mão ou porque a nova geração de gamers está pedindo mais ação em seus jogos?
Se pensarmos nos maiores títulos da nova geração de consoles, temos Halo, Gears of War, GTA, God of War… Todos com elementos de muita ação, muitos inimigos, e mortes. Muitas mortes. Será que esses jogos, por terem tido tanto sucesso não acabaram por influenciar essa “evolução” dos jogos de terror? Muitos dizem que sim, outros dizem que não.
Survival Horror é um gênero em extinção? A resposta é claramente NÃO. Temos muitos jogos lançados nesse gênero e muitos lançamentos por vir. Obviamente que, por exemplo, o primeiro Resident Evil tenha tido muito mais elementos de survival horror do que recente Resident Evil 5, que possui mais ação e zumbis do que o normal, mas isso não faz dele um jogo ruim. Faz dele um jogo de ação e terror ao mesmo tempo.
Se formos mais a fundo para analisar o gênero Survival Horror , podemos perceber que ele se expandiu rapidamente no universo dos games, tendo, a cada série diferente, um novo tipo de “horror” proposto. Enquanto a proposta inicial de todos sejam a tentativa de sobrevivência de uma, ou poucas pessoas, de um local ou cidade completamente aterrorizante, cada um tem um tema secundário diferente, como o sobrenatural, a criação de vírus ou pestes, sentimento de culpa por atos do personagem, lendas, e no geral, ficam expandindo estes assuntos no pensar do jogador, testando não apenas a luta pela sobrevivência do personagem principal, mas seus valores e forma de pensar, fora do mundo dos jogos.
Outro fator interessante no gênero de terror é sua capacidade de imersão tanto em primeira quanto em terceira pessoa. O jogador sempre se encontra completamente copenetrado em seus objetivos, e extremamente atento ao cenário, sons e iluminação, três elementos chave que juntamente com o roteiro constituem a alma de jogos de terror.
E quem é que não gosta de participar de desafios que elevam nosso nível de adrenalina, façam nosso batimento cardíaco acelear e nossas mãos suarem? O gênero de jogos de terror faz, hoje em dia, muito mais sucesso do que os filmes de terror lançados, principalmente pelo fato do jogador “viver” a história, ao invés de ser um mero espectador, participando do desfecho da mesma. Por isso, podemos ficar tranquilos pois muitos lançamentos estão por vir, e muita coisa boa podemos encontrar no mercado hoje em dia para nos providenciar boas sequências de ação, sustos e suspiros e principalmente, muita diversão!

E por fim, a última situação que poderá acontecer e que você poderá sugerir uma bela partidinha de videogame. Já sabem o jogo que vai ser sugerido?








